CRISE NO PL
Rogério Marinho enfrenta desgaste com aliados de Flávio Bolsonaro no PL
Críticas à gestão da pré-campanha presidencial expõem divergências internas sobre a centralização de decisões sob a coordenação do senador Rogério Marinho.
A coordenação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornou-se palco de disputas internas por poder e influência, colocando o senador Rogério Marinho (PL-RN) sob pressão de aliados do parlamentar. A insatisfação de integrantes do partido, intensificada em 10 de julho de 2026, gira em torno da concentração de decisões estratégicas e da condução da comunicação, temas que ganharam relevância após a recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
As queixas, que envolvem questionamentos sobre a visibilidade da agenda internacional e a estratégia de marketing, revelam um racha no bolsonarismo. Críticos, incluindo influenciadores ligados a Jair Bolsonaro, sugerem que a atual estrutura, liderada por Rogério Marinho, exclui vozes importantes de setores como o agronegócio e a bancada religiosa, propondo uma oxigenação na equipe técnica. Nomes como o de Fábio Wajngarten engrossaram o coro de mudanças, defendendo um modelo de gestão menos centralizado.
Apesar da pressão, a cúpula do PL mantém o suporte ao senador Rogério Marinho. Líderes como Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho destacaram a competência do coordenador, classificando os ataques como injustos e pontuais. Internamente, a avaliação de aliados é que as críticas são impulsionadas por figuras que buscam espaço na estrutura oficial. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, reforçou a necessidade de união para o êxito nas eleições, enquanto a estratégia atual permanece inalterada e focada na recuperação de números em pesquisas.
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