ATAQUE POLÍTICO
Rogério Marinho acusa esquerda de proteger o crime após Flávio Bolsonaro ser alvo de representação
Senador Rogério Marinho critica PSOL e Rede por representação contra Flávio Bolsonaro nos EUA, afirmando que a esquerda instrumentaliza o Judiciário e defende facções.
O senador Rogério Marinho (PL) reagiu com veemência à representação movida pelos partidos PSOL e Rede Sustentabilidade contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida, anunciada após a articulação de Flávio Bolsonaro com o governo dos Estados Unidos para combater facções brasileiras, foi classificada por Marinho como uma tentativa da esquerda de usar o Judiciário para blindar o crime organizado. A declaração foi feita neste domingo, 31/05/2026, na condição de Coordenador-Geral da Pré-Campanha.
A polêmica teve início após a Casa Branca incluir, na quinta-feira (28), as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas globais. A decisão americana ocorreu na mesma semana em que Flávio Bolsonaro esteve em Washington, reunindo-se com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. A classificação, que visa dificultar o financiamento das facções, gerou apreensão no governo brasileiro, que temia precedentes para sanções econômicas ou intervenções.
Em nota oficial, Rogério Marinho acusou o PSOL e a Rede de "instrumentalizar os tribunais" e ironizou os argumentos de "soberania nacional" levantados pelos partidos. "O mesmo campo político que hoje clama por 'soberania' foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas", afirmou o senador. Ele defendeu a cooperação internacional contra o terrorismo como um esforço para proteger a população e desarticular organizações criminosas que, segundo ele, dominam territórios e aterrorizam milhões de brasileiros.
A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como "Terroristas Globais Especialmente Designados" (SDGTs) e "Organizações Terroristas Estrangeiras" (FTOs) contraria a visão do Ministério da Justiça do Brasil. Sob a Lei Antiterrorismo nacional, o ministério considera as facções organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas, mas sem motivação ideológica para derrubar o sistema estatal, não se enquadrando na tipificação de terrorismo doméstico.
Marinho concluiu defendendo o esforço em buscar apoio de nações amigas para asfixiar financeiramente as facções. "Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo."
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