SUCESSÃO NA ENTIDADE

Rio Grande do Norte pode alcançar presidência da CBF em meio à crise política

Foto do dirigente José Vanildo da Silva em evento oficial de futebol.
José Vanildo da Silva, presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol.

O potiguar José Vanildo da Silva é o nome previsto pelo estatuto da Confederação Brasileira de Futebol para assumir o cargo em caso de vacância definitiva.

O Rio Grande do Norte pode ocupar, pela primeira vez na história, o cargo máximo do futebol nacional. A possibilidade, que ganha força no cenário esportivo em 11 de julho de 2026, está vinculada à crise política enfrentada por Samir Xaud, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cujo afastamento poderia desencadear a ascensão de José Vanildo da Silva ao comando interino da entidade.

José Vanildo da Silva, que preside a Federação Norte-rio-grandense de Futebol e ocupa uma das vice-presidências da CBF, tornou-se o sucessor natural por critérios estatutários. Por ser o vice-presidente mais longevo, o regulamento da instituição determina que o posto recaia sobre ele em hipóteses de renúncia ou vacância definitiva de Samir Xaud. Essa eventual transição é um movimento técnico previsto em norma, embora a permanência no cargo seja restrita: o interino teria o prazo de 30 dias para convocar novas eleições.

O impacto de uma troca na gestão vai além dos gabinetes em Brasília. A instabilidade institucional gera incertezas sobre o planejamento e a governança do esporte, afetando desde a gestão das federações estaduais até o ambiente dos clubes. A disputa interna, detalhada pela Folha de S.Paulo, divide a cúpula da entidade entre o grupo ligado a Francisco “Chico” Mendes, que apoia Gustavo Dias Henrique, e o bloco de dirigentes tradicionais, que inclui nomes como Fernando Sarney, Flávio Zveiter e Gustavo Feijó.

Ao se posicionar sobre o tema em 11 de julho de 2026, José Vanildo da Silva reafirmou que está preparado para cumprir o estatuto, embora mantenha uma postura de distanciamento das articulações políticas. Ele destacou que a eventual assunção ao cargo seria um dever estatutário e não o reflexo de um projeto pessoal de poder. O dirigente, que está à frente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol desde 2007, mantém-se, por ora, na vice-presidência, aguardando os desdobramentos da crise que mobiliza o futebol nacional.

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