RN LIDERANDO TRANSIÇÃO

Rio Grande do Norte impulsiona economia verde e industrialização na transição energética

Governadora Fátima Bezerra discursa em evento sobre transição energética no Rio Grande do Norte.
Governadora Fátima Bezerra discursa na abertura da BOWPX 2026 em Natal.

Conferência Brazil Offshore Wind & Power-to-X (BOWPX 2026) em Natal discute os rumos da energia eólica offshore, hidrogênio verde e neoindustrialização, com foco em desenvolvimento sustentável e socialmente justo.

O Rio Grande do Norte se consolida como protagonista na transição energética brasileira com a realização da Brazil Offshore Wind & Power-to-X (BOWPX 2026) em Natal. A conferência, que prossegue até esta quarta-feira, 03/06/2026, reúne especialistas, investidores e representantes do setor produtivo para debater o futuro da economia verde, da energia eólica offshore e do hidrogênio verde, além da neoindustrialização.

A abertura do evento, na segunda-feira, 01/06/2026, contou com a presença da governadora Fátima Bezerra. Ela ressaltou o papel estratégico do Governo do Estado na criação de um ambiente propício para investimentos, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. O objetivo é transformar o potencial energético do estado em oportunidades de industrialização, empregos qualificados e agregação de valor, visando a redução das desigualdades regionais.

Protagonismo e estratégia para o futuro

"O Rio Grande do Norte assumiu o protagonismo da transição energética no Brasil. Temos recursos naturais, capacidade técnica, segurança jurídica e uma visão estratégica de futuro. Estamos construindo um novo modelo de desenvolvimento baseado na economia verde, na inovação e na geração de oportunidades para a população. Queremos que a riqueza produzida pela energia limpa se transforme em emprego, renda, industrialização e redução das desigualdades. Essa é a transição energética que defendemos: sustentável, inclusiva e socialmente justa", declarou a governadora Fátima Bezerra.

Esse protagonismo é fruto de uma política pública pautada em planejamento, diálogo e investimentos em infraestrutura. Um marco significativo foi a criação do Marco Legal do Hidrogênio Verde e da Indústria Verde, posicionando o Rio Grande do Norte como pioneiro na regulamentação do setor e na atração de investimentos para novas cadeias produtivas de baixo carbono.

Porto-Indústria Verde impulsionará a logística

Um eixo estruturante para o desenvolvimento é o projeto do Porto-Indústria Verde de Caiçara do Norte. Projetado para atender às demandas logísticas da nova indústria da transição energética, o empreendimento tem investimento estimado em R$ 5,6 bilhões, sendo uma das maiores iniciativas de infraestrutura para a economia verde no país. O Governo do Estado já assegurou recursos para os estudos de licenciamento ambiental, etapa crucial para a implantação do complexo.

O BOWPX 2026 ocorre em um momento decisivo para o setor energético global. Com uma matriz elétrica majoritariamente renovável (98%), considerada a mais limpa do Brasil, o Rio Grande do Norte está em posição privilegiada para liderar a nova fase da transição. Atualmente, o estado conta com 436 empreendimentos de geração em operação, totalizando 13,1 GW de potência instalada, sendo mais de 10 GW provenientes da energia eólica.

Para Mario González, idealizador do evento, o desafio atual é usar a energia renovável como motor da transformação industrial. "O Brasil já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável. O próximo passo é ampliar essa transição para a indústria, e o hidrogênio verde surge como elemento central desse processo", destacou.

Do potencial energético à industrialização

A necessidade de converter a liderança na geração de energia em desenvolvimento industrial foi reforçada por Darlan Santos, diretor-presidente do Cerne. "Este estado construiu uma trajetória de sucesso como produtor de energia renovável. Agora, o desafio é utilizar esse ativo estratégico para atrair indústrias e investimentos que consumam essa energia localmente. Isso significa gerar empregos, agregar valor à produção e fortalecer um processo sustentável de industrialização", afirmou.

Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica, sublinhou o impacto transformador das energias renováveis no território potiguar. "O Rio Grande do Norte é um exemplo concreto dos impactos positivos que a energia renovável pode gerar para o desenvolvimento econômico e social. A energia eólica transformou a realidade de diversos municípios e agora o estado se prepara para um novo ciclo de crescimento com a energia offshore e a industrialização associada à transição energética", ressaltou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a presença do secretário da Infraestrutura, Gustavo Coelho; a coordenadora de Desenvolvimento Energético da Sedec, Emília Casanova; a secretária Nacional do Ministério de Minas e Energia, Karina Souza; o coordenador de Tecnologias Setoriais no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Menezes; o representante da FIERN, Etelvino Patrício; e o analista técnico do SEBRAE-RN, Robson Matos.

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