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Rio Grande do Norte atrai R$ 25 bilhões e lidera energia renovável

Rio Grande do Norte atrai R$ 25 bilhões e lidera energia renovável

Estado investe em Hidrogênio Verde e eólica, gerando milhares de empregos e impulsionando o PIB local até 70%.

O Rio Grande do Norte reafirmou sua posição estratégica nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, consolidando-se como o motor da transição energética brasileira. Com investimentos que ultrapassam R$ 25 bilhões em projetos de Hidrogênio Verde (H2V) e energia eólica, o estado não apenas impulsiona sua economia local, mas se estabelece como a principal "bateria" do Sistema Interligado Nacional (SIN), promovendo a sustentabilidade e a geração de milhares de empregos para os potiguares.

O ano de 2026 marca a consolidação do estado como protagonista absoluto da transição energética, ostentando o título de maior produtor de energia eólica do país. A capacidade instalada do RN já supera os 10 GW de fonte eólica, o que representa aproximadamente 32% da geração nacional, injetando confiabilidade e sustentabilidade no SIN.

Este avanço é impulsionado por dois eixos de desenvolvimento complementares. O primeiro é o Polo Areia Branca, que com foco na produção de Hidrogênio Verde (H2V) e amônia, atrai R$ 12 bilhões em investimentos, transformando o município em uma usina tecnológica de combustíveis do futuro. O segundo é o Projeto Alto dos Ventos, um empreendimento de grande escala que abrange os municípios de Macau, Pendências, Guamaré e Galinhos. Com licenças ambientais em fase de expedição pelo Idema, o projeto prevê um aporte de R$ 13 bilhões e é estratégico por converter uma região historicamente ligada ao petróleo e sal para a economia de baixo carbono.

Para assegurar que toda essa energia gerada em Areia Branca e no complexo Alto dos Ventos alcance o mercado global, o governo avança com o Porto Indústria Verde, em Caiçara do Norte. Este porto será o ponto logístico essencial, com calado natural adequado para grandes navios e servirá de base para futuros empreendimentos de energia eólica offshore.

Os resultados econômicos são impressionantes: o setor energético já sustenta mais de 13,5 mil empregos diretos e indiretos, e o Produto Interno Bruto (PIB) das cidades que hospedam esses projetos cresce a taxas de até 70%.

Apesar do cenário promissor, o grande desafio é garantir que essa "bateria" de R$ 25 bilhões em investimentos alimente diretamente o bolso do cidadão potiguar. Embora o vento seja a nova commodity do estado, a riqueza gerada precisa se tornar uma realidade palpável para toda a sociedade.

Resta saber quais são as propostas dos futuros candidatos ao governo estadual nas próximas eleições para assegurar que o Rio Grande do Norte colha os frutos desse desenvolvimento em benefício de todos.

Debate sobre a Via Costeira

Em uma audiência pública decisiva, realizada pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa na manhã de quarta-feira, 06 de maio de 2026, parlamentares e especialistas iniciaram discussões aprofundadas sobre a reestruturação e utilização dos terrenos da Via Costeira. O debate, impulsionado pela busca por desenvolvimento socioeconômico e turístico, visa a transformar a visão restritiva da área em um modelo que harmonize preservação ambiental com novas oportunidades de investimento para o Rio Grande do Norte.

O deputado estadual Luiz Eduardo (PL) liderou a iniciativa, enfatizando a importância do tema para o estado. Ele destacou que “a transparência e a contribuição dos órgãos são essenciais para avaliarmos o impacto dessas obras e o desenvolvimento socioeconômico e turístico do Rio Grande do Norte”.

Com as recentes mudanças no Plano Diretor de Natal e a adequação da legislação estadual, o setor turístico enxergou novas possibilidades de investimentos, seguindo tendências já observadas em outras capitais nordestinas.

Thiago Mesquita, secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, esteve presente e defendeu uma nova abordagem para o uso da Via Costeira. Ele argumentou pela superação de uma perspectiva meramente protetiva em favor de um modelo que combine a preservação ambiental com o desenvolvimento sustentável.

Para o secretário Thiago Mesquita, a aplicação do princípio da sustentabilidade ocorre “se conseguirmos garantir sustentação costeira, bons projetos e permitir o desenvolvimento”.

Thales Dantas, diretor-técnico do Idema, também participou da audiência. Ele lembrou que a própria concepção da Via Costeira já previa a integração entre turismo e preservação ambiental, ressaltando o papel do Parque das Dunas como um patrimônio estratégico para a cidade.

Além da participação do auditor José Luiz Moura Rebouças, representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que esclareceu o papel do órgão como fiscalizador das concessões públicas dos terrenos, o setor hoteleiro também foi representado.

Edmar Gadelha, da ABIH-RN, defendeu a valorização da Via Costeira, afirmando que "é um ativo riquíssimo e fundamental para o turismo do estado". Ele reiterou o interesse em novos empreendimentos, desde que "respeitado o arcabouço legal", que significa a estrutura legal existente.

O procurador-geral do estado, Antenor Roberto, optou por não aprofundar nas questões mais polêmicas sobre a legalidade da utilização dos terrenos. Ele avaliou que o momento exige reorganização e declarou: “Não há um único responsável. O problema é histórico e exige solução construída coletivamente.”

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