CRÍTICA POLÍTICA ACIRRADA
Renan Santos classifica Flávio Bolsonaro como criminoso e critica o partido Novo
Pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão ataca senador Flávio Bolsonaro, classificando-o como 'criminoso', e questiona a relevância do Partido Novo na cena política brasileira. Renan Santos também rejeita o rótulo de 'terceira via'.
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como um criminoso e questionou a influência do bolsonarismo sobre a direita brasileira. Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 09/07/2026, ao canal My News, Renan também atacou o Partido Novo. Ele rejeitou o conceito de "terceira via" e apresentou suas propostas para as áreas de economia, educação, segurança pública e política externa. Ao comentar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto, Renan afirmou que o senador não reúne condições para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma disputa presidencial. Segundo Renan, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nunca demonstrou real interesse em construir uma candidatura própria ao comando do país. "Flávio nunca quis ser presidente. Flávio sempre esteve lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis", declarou Renan Santos. O pré-candidato do Missão destacou que o país conta com muitas legendas, mas poucos partidos verdadeiramente atuantes. Ele citou o PT e o PSOL como representantes da esquerda e apontou o Missão como o único partido de direita com projeto claro. Ao ser questionado sobre o Partido Novo, Renan o descreveu como uma legenda de centro, mas com atuação limitada. "Qual é a visão de mundo do Novo sobre educação? Qual é o projeto de país que o Novo apresenta para o Brasil? Muitas vezes, a impressão é que o partido atua apenas como um aliado do bolsonarismo. Esse é o problema do Novo. Eles até surgiram com a proposta de ser uma alternativa, mas acabaram se aproximando desse campo político." O fundador do Missão também criticou a postura do Partido Novo em relação ao envolvimento de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Agora que [o Novo] rompeu com Bolsonaro, será que o partido vai dizer que foi apenas “muito inadequado” o fato de Flávio Bolsonaro ter recebido milhões de reais de Vorcaro? (...) Parece que Flávio tá sempre cometendo coisas inadequadas. Vamos ser sinceros, tem que dar nome aos bois a gente vai ficar aceitando o campo da direita seja dominado por um criminoso? Que é isso que o Flávio é", afirmou Renan. O pré-candidato do Missão pontuou que o Partido Novo não se manifesta sobre nomes do entorno do bolsonarismo envolvidos em suspeitas de corrupção. Ao ser questionado sobre a polarização política em torno de Lula e Bolsonaro, Renan rejeitou a ideia de se apresentar como uma "terceira via". Para ele, candidaturas com essa estratégia assumem uma posição secundária na disputa. Renan pretende se posicionar como uma alternativa direta aos grupos liderados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A terceira via é um conceito usado na política para designar uma alternativa a dois principais grupos em disputa eleitoral. Ela depende do contexto da eleição e expressa uma tentativa de enfrentar a polarização. Sobre a escolha de Aroldo Medina para compor a chapa presidencial como pré-candidato à vice-presidência, Renan disse ter buscado um nome com perfil complementar ao seu e minimizou críticas sobre a pouca projeção nacional do vice. "Quem tem que ficar visível sou eu, que sou o pré-candidato à Presidência", declarou. **Propostas** No campo econômico, Renan concentrou suas críticas na situação fiscal do país. Ele abordou propostas de mudanças na Previdência, revisão de benefícios fiscais, alterações no funcionalismo público e o fim de mecanismos que elevam automaticamente despesas governamentais. Na educação, defendeu o fim da progressão continuada e a criação de incentivos por desempenho escolar. Na área de segurança pública, Renan afirmou que pretende reformar o modelo de inquérito policial para aumentar a taxa de resolução de crimes. Ele também defendeu o endurecimento das penas, maior integração tecnológica entre os órgãos de segurança e mudanças na estrutura das carreiras policiais. Na política externa, o pré-candidato declarou que o Brasil deve adotar uma postura pragmática diante da disputa entre Estados Unidos e China. Segundo Renan, as reservas brasileiras de terras raras representam uma vantagem estratégica capaz de ampliar o poder de negociação do país e atrair investimentos internacionais.
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