PEDIDO À PF

PT-DF pede prioridade ao BRB em ressarcimento de delações à Polícia Federal

Fachada do Banco de Brasília (BRB).
Banco de Brasília (BRB) é alvo de pedido de prioridade em ressarcimento de delações.

A cúpula do partido se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nesta sexta-feira, 29/05/2026, para solicitar que o Banco de Brasília (BRB) seja priorizado na restituição de recursos oriundos de acordos de delação premiada. O objetivo é mitigar os impactos do "arrocho fiscal" nos servidores do GDF e na população.

O Banco de Brasília (BRB) deve ser priorizado na restituição de recursos obtidos por meio de acordos de delação premiada relacionados a perdas financeiras da instituição. A decisão foi pleiteada pela cúpula do PT-DF ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em reunião realizada na tarde desta sexta-feira, 29/05/2026. O grupo também demandou a identificação e punição dos responsáveis pelas perdas do banco, buscando proteger a dignidade e o bem-estar dos cidadãos e servidores do Distrito Federal.

O pedido surge em resposta a um acordo homologado pelo STF entre o Governo do presidente Lula, o Governo do Distrito Federal (GDF), sob a gestão de Celina Leão, e o Banco Central. Este acordo permite um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o BRB, com prazo de quitação de 15 anos. A preocupação central do PT-DF é que a necessidade de saldar esse empréstimo resulte em um "arrocho fiscal" que afetará diretamente os servidores do GDF e a população em geral.

A negociação estabelecida pelo STF impõe restrições significativas ao GDF. O governo distrital ficará impedido de conceder reajustes salariais, criar cargos ou realizar novos concursos públicos, exceto para preenchimento de vacâncias, até que o empréstimo com o FGC seja quitado. Outra condição para a liberação dessas ações é que o DF alcance o índice Capag A+, que avalia a capacidade de pagamento do ente federativo. Essa situação impacta diretamente a vida dos servidores públicos, cujos direitos e progressão na carreira ficam condicionados à saúde financeira do banco.

Guilherme Sigmaringa, presidente do PT-DF, relatou que Andrei Rodrigues "ouviu de forma institucional" as demandas apresentadas pelo grupo. Além de Sigmaringa, participaram do encontro o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT), a deputada federal e pré-candidata ao Senado Erika Kokay (PT-DF), o deputado distrital Gabriel Magno (PT) e o ex-secretário de Assuntos Jurídicos e pré-candidato a deputado federal Marivaldo Pereira (PT-DF). Sigmaringa também expressou a intenção de dialogar com os ministros André Mendonça, relator do caso Master no STF, e Luiz Fux, que homologou o acordo, visando "aperfeiçoá-lo".

A escolha de priorizar a conversa com Andrei Rodrigues, segundo Sigmaringa, obedeceu a uma questão de "hierarquia institucional". O dirigente enfatizou que a celeridade e a prioridade na recuperação de valores diretamente associados aos acordos de delação são cruciais para que o BRB possa se reestruturar sem que o peso recaia sobre os ombros dos cidadãos, preservando a dignidade e o acesso a serviços públicos essenciais.

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