ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA
Protocolos de segurança: o histórico de viagens secretas de presidentes dos EUA
De Donald Trump a Barack Obama, a utilização de aeronaves alternativas e rotas sigilosas reforça medidas de proteção em zonas de conflito e sob ameaças externas.
A recente estratégia adotada por Donald Trump para deixar a Turquia destaca a complexidade dos protocolos de segurança que protegem o alto escalão dos Estados Unidos. A medida, que envolveu o uso de um caminhão de alimentos para um embarque sigiloso, segue uma cartilha histórica de precauções tomadas pela Casa Branca para mitigar riscos de ataques diretos contra o presidente.
Conforme noticiado na segunda-feira (10), a operação ocorreu em 8 de julho, durante a cúpula da Otan. Diante de uma ameaça crível monitorada por agências de inteligência ligadas ao Irã, o Serviço Secreto recomendou que Donald Trump abandonasse a rota planejada. Enquanto o Air Force One decolava como uma aeronave isca, o presidente era transportado em segurança para outro avião logístico, garantindo que o seu paradeiro real permanecesse desconhecido até que ele alcançasse o Reino Unido.
Precedentes de sigilo
A prática de ocultar movimentos presidenciais não é inédita. Em 2000, durante uma viagem à Índia e ao Paquistão para mediar o conflito na Caxemira, Bill Clinton utilizou múltiplos aviões para despistar possíveis alvos. Na ocasião, um agente do Serviço Secreto chegou a desembarcar no Paquistão simulando a presença do mandatário para garantir a integridade da operação antes da chegada efetiva do presidente.
George W. Bush e Barack Obama também priorizaram o segredo absoluto durante missões em zonas de guerra. Em novembro de 2003, George W. Bush surpreendeu as tropas no Iraque após um anúncio oficial de que passaria o feriado de Ação de Graças no Texas. De forma análoga, em 2010, Barack Obama visitou o Afeganistão sob um esquema de confidencialidade rigorosa, enquanto a Casa Branca mantinha a narrativa oficial de que ele passaria o fim de semana no retiro de Camp David.
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