PLANALTO REAGE A AMEAÇA
Presidente Lula planeja ofensiva contra tarifas de Trump e busca diálogo com EUA
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula ações diplomáticas e com o setor produtivo para barrar possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com prazo limite em 15 de julho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma resposta estratégica aos Estados Unidos para impedir a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que pode afetar setores como máquinas, plástico, calçados, madeira e peixes, tem como prazo limite 15 de julho para ser definida.
A ofensiva diplomática e econômica, detalhada por assessores e diplomatas, envolve uma série de iniciativas e encontros, com a participação ativa da iniciativa privada. O principal objetivo é obter um adiamento na imposição da nova taxa, abrindo caminho para a renegociação direta com o presidente americano Donald Trump. A articulação busca defender a dignidade e a força econômica do Brasil no cenário internacional.
O primeiro passo será dado na próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, marcada para este mês. Lula planeja um discurso contundente, incentivando empresários e sindicalistas a pressionarem seus pares americanos pela não aplicação da tarifa. Acreditam que a atuação conjunta do setor produtivo brasileiro pode sensibilizar o governo dos Estados Unidos.
Adicionalmente, o presidente Lula considera contatar diretamente empresários aliados nos Estados Unidos para que atuem em favor dos interesses brasileiros. Na esfera política, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, estuda a possibilidade de viajar aos Estados Unidos para se reunir com o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma ação similar à realizada por Fernando Haddad no ano anterior.
Lula também pretende comunicar oficialmente ao governo americano seu desejo de conversar por telefone com Donald Trump. A intenção é expor os motivos pelos quais considera equivocados os argumentos que fundamentam a proposta da nova tarifa e solicitar mais tempo para discussões aprofundadas. A decisão final sobre a tarifa ainda não é definitiva, e recursos e negociações políticas ainda são possíveis.
Em uma jogada estratégica, o presidente tem sido aconselhado a fortalecer laços comerciais com a China, vista como um adversário econômico dos Estados Unidos. O aumento da relação comercial entre Brasil e China pode servir como ferramenta de barganha para atrair Donald Trump para a mesa de negociações. A decisão final impactará diretamente a balança comercial brasileira e a estabilidade de diversos setores produtivos do país.
*Com informações de CNN.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário