AGRO REJEITA PLANO DO GOVERNO

Presidente da FPA chama proposta de Lula para dívidas do agro de "piada"

Deputado Pedro Lupion em evento.
Deputado Pedro Lupion, presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) considera insuficiente e burocrática a nova proposta do Executivo para renegociação de dívidas rurais e busca aprovar seu próprio texto no Senado.

{"blocks":[{"key":"7q13b","type":"paragraph","data":{"text":"A proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para renegociação das dívidas rurais foi classificada nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, como uma "piada" pelo presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). Ele revelou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) está em negociação direta com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e relator do projeto, para acelerar a votação da versão original da matéria no Senado ainda nesta quarta-feira (27.mai)."}},{"key":"8c7s5","type":"paragraph","data":{"text":"A bancada ruralista considera a nova medida do Executivo limitada e burocrática. A proposta do Ministério da Fazenda estabelece um teto de R$ 120 bilhões para o socorro, focado exclusivamente em perdas climáticas. Adicionalmente, exclui o uso de recursos do Fundo do Pré-Sal, estipula juros de até 12% para grandes produtores e impõe uma trava que exige a comprovação de redução de pelo menos 30% na renda bruta em duas ou mais safras recentes para o acesso à renegociação. Para o setor, essa exigência representa um obstáculo burocrático desnecessário."}},{"key":"d5h9m","type":"paragraph","data":{"text":"Segundo Pedro Lupion, a nova oferta governista ignora pontos previamente acordados e piora o relatório em análise na CAE. Ele argumenta que os R$ 120 bilhões propostos subestimam a crise do setor, cujas necessidades reais, na sua avaliação, seriam de 4 a 5 vezes maiores que os R$ 30 bilhões inicialmente discutidos na Câmara dos Deputados. O congressista destacou que os problemas enfrentados pelos produtores vão além de questões climáticas, englobando também a volatilidade cambial, custos elevados de produção e a dificuldade de acesso a crédito para a próxima safra."}},{"key":"a1b2c","type":"paragraph","data":{"text":""O que o governo propõe é algo que é uma peça de fantasia só para dizer que está fazendo alguma coisa, que não vai resolver o tamanho do problema. […] O que o governo quer é não ter que pagar a conta e se eximir do problema", declarou Lupion a jornalistas, criticando a insuficiência da proposta e a intenção do Executivo em se isentar da responsabilidade. "}},{"key":"e3f4g","type":"heading","data":{"level":3,"text":"ARTICULAÇÃO POR FIM DAS MPs"}},{"key":"h5i6j","type":"paragraph","data":{"text":"Diante do impasse com a equipe econômica, a bancada ruralista também manifestou rejeição à edição de uma Medida Provisória (MP) sobre o tema. A FPA argumenta que, mesmo com a celeridade de uma MP, a incerteza sobre o texto final pode deixar o setor "de mãos atadas" até a formação de uma comissão, negociações e votações formais."}},{"key":"k7l8m","type":"paragraph","data":{"text":"A FPA já havia apresentado uma contraproposta própria após negociações conduzidas pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da bancada. Sem consenso com o Executivo, a estratégia atual é pressionar pela votação e aprovação rápida do texto no Senado, de forma independente, visando evitar novas alterações."}},{"key":"n9o0p","type":"paragraph","data":{"text":"A articulação da senadora Tereza Cristina junto a Renan Calheiros busca pautar o relatório original e rejeitar as sugestões do governo. Caso a matéria seja aprovada no Senado nesta quarta-feira, 27 de maio, a decisão final retornará à Câmara dos Deputados para nova análise."}},{"key":"q1r2s","type":"paragraph","data":{"text":"Pedro Lupion também alertou para as consequências sistêmicas da escalada de custos no campo. Ele pontuou que o endividamento recai sobre o produtor, que recebe menos pelo produto devido à desvalorização, e, em última instância, sobre o consumidor, que paga preços mais altos nos supermercados."}}]},

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