GOLPES CONTRA IDOSOS

Polícia Federal desarticula esquema bilionário de fraudes contra aposentados e idosos

Agentes da Polícia Federal em operação contra fraudes financeiras.
Ações da Polícia Federal combatem fraudes que desviam recursos de aposentados e idosos. (Foto: Arquivo/PF)

Operações da PF revelam organizações criminosas especializadas em desviar benefícios previdenciários e assistenciais, explorando a vulnerabilidade de aposentados.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Organizações criminosas têm explorado a vulnerabilidade de aposentados e idosos no Brasil, mirando em benefícios previdenciários e assistenciais. A Polícia Federal (PF) deflagrou, entre julho de 2025 e maio de 2026, ao menos dez operações em diversas regiões do país para desarticular esquemas que envolviam a criação de pessoas fictícias, falsificação de documentos, contratação fraudulenta de empréstimos consignados e saques de benefícios de pessoas falecidas ou idosos vulneráveis. Essas ações criminosas, que deixaram de ser pontuais e se configuram como atividades de grupos estruturados, causam profundos prejuízos financeiros e abalam a dignidade de milhares de cidadãos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Essas fraudes, que movimentam cifras bilionárias, representam um ataque direto à segurança financeira e à dignidade daqueles que contribuíram por anos ao sistema previdenciário. A investigação da PF demonstra a sofisticação dos criminosos, que utilizam desde falsos profissionais de saúde prometendo curas milagrosas para induzir à contratação de empréstimos, até a criação de identidades inexistentes para receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em todos os casos, o objetivo é o desvio de recursos que deveriam garantir o sustento e o bem-estar dos idosos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Na última semana, em Roraima, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) desarticulou um grupo que se passava por profissionais de saúde para convencer idosos a contratar empréstimos consignados, desviando os recursos para a organização. No Pará, a Operação Persona Nula revelou um esquema de criação de pessoas fictícias para fraudar o BPC, identificando pelo menos 22 benefícios concedidos irregularmente. Em Florianópolis, duas pessoas foram presas em flagrante ao tentarem sacar R$ 20 mil de um benefício assistencial com documentos falsos. Tais ações reforçam a necessidade de vigilância e a importância das investigações para proteger os cidadãos mais vulneráveis."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A Operação Bórgias II, em abril, expôs um esquema ainda mais complexo que fraudava sistemas do INSS, alterando dados e locais de pagamento para viabilizar saques indevidos, totalizando um prejuízo estimado em mais de R$ 5,3 milhões. Os desvios ocorriam inclusive após a morte dos beneficiários. Operações anteriores, como a Persona na Bahia, já apontavam para a atuação de organizações na contratação de empréstimos consignados sem autorização. A magnitude dessas fraudes, como os R$ 16 milhões estimados na Operação Fantasma no Pará e o mais de R$ 1 milhão em fraudes biométricas na Caixa Econômica Federal na Operação Mimetismo, evidencia a dimensão do problema."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em outra frente, a Operação Amparo Forjado, no Maranhão, identificou um grupo que aliciava idosos vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua, para que se passassem por beneficiários do INSS, resultando em um prejuízo inicial de R$ 1,45 milhão. Para os investigadores, aposentados são alvos estratégicos devido à previsibilidade e permanência de seus rendimentos, além da confiança que depositam em instituições financeiras e da dificuldade em identificar fraudes digitais cada vez mais elaboradas. O avanço dessas investigações ocorre em paralelo a escândalos de descontos indevidos em benefícios do INSS, intensificando o alerta sobre a proteção dos direitos dos aposentados e idosos."}}]},

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