COMBATE AO CRIME

Polícia Federal captura na Bolívia suspeito de assalto a avião no RS

Agentes da Polícia Federal em operação conjunta internacional.
Operação coordenada pela PF resultou na prisão de foragido em Santa Cruz de la Sierra.

Ação conjunta entre a PF e autoridades bolivianas localizou foragido em Santa Cruz de la Sierra. O criminoso é acusado de envolvimento no roubo de R$ 14,4 milhões.

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul e autoridades bolivianas efetuaram a prisão de um homem suspeito de participar do assalto milionário ao avião pagador no aeroporto de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ocorrido em junho de 2024. A captura aconteceu neste sábado, 11/07/2026, com o objetivo de responder à Justiça do Brasil pelo planejamento e execução direta do crime, que deixou cicatrizes profundas na segurança pública do Rio Grande do Sul.

O suspeito encontrava-se foragido desde julho de 2025. A operação foi possível graças ao trabalho coordenado do Oficial de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra/Bolívia em parceria com a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana. Atualmente, os órgãos trabalham nos trâmites para a transferência do detido ao território nacional, onde aguardará os desdobramentos processuais.

Histórico criminal e condenações

O caso, que se tornou um dos maiores roubos da história do estado, já soma 15 condenações, conforme sentença proferida em 9 de fevereiro de 2026. Entre os envolvidos, 14 pessoas receberam penas que variam de 11 anos e sete meses a 64 anos e oito meses de reclusão por crimes como organização criminosa, latrocínio e uso de arma de fogo de uso restrito.

Relembre o caso

Em junho de 2024, nove indivíduos utilizando uniformes da Polícia Federal e viaturas com emblemas falsos invadiram a pista do aeroporto. O bando interceptou uma aeronave que transportava R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, o uso de explosivos e armamento pesado resultou em um intenso confronto com a Brigada Militar, que causou a morte de um sargento. O juiz Rodrigo Becker Pinto confirmou, no decorrer das investigações, o roubo efetivo de R$ 14,4 milhões. As informações complementares foram apuradas pela repórter Gabriela Garcia.

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