ATIVIDADE DESACELERA
PMI de serviços do Brasil cai em maio, revela S&P Global
O índice de gerentes de compras do setor de serviços recuou para 50,4 pontos. A S&P Global atribui o resultado à falta de novos pedidos e ao aumento de preços.
O setor de serviços no Brasil registrou uma desaceleração em seu ritmo de crescimento em maio, com o índice de gerentes de compras (PMI) caindo para 50,4 pontos. Em abril, o índice havia registrado 52,3 pontos. A S&P Global divulgou os dados nesta quarta-feira, 03/06/2026, indicando que a falta de novos pedidos foi um dos principais fatores limitantes para a expansão da atividade.
O cenário é preocupante pois, além da escassez de novas demandas, o aumento acentuado dos preços de venda impactou negativamente a procura já fragilizada. "As empresas viram seus próprios encargos aumentarem ainda mais, o que as levou a limitar as contratações e reduzir as expectativas de crescimento", explicou a S&P Global em seu relatório. Vale ressaltar que números acima de 50 no índice sinalizam expansão da atividade econômica.
Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, classificou os números de maio como "alarmantes". Segundo ela, "o papel do setor de serviços como amortecedor da fragilidade do setor industrial parece estar diminuindo". A especialista aponta que muitas empresas esperam que a desaceleração seja passageira e que uma recuperação no próximo mês possa sustentar os resultados do segundo trimestre. Contudo, "as pressões inflacionárias contínuas, exacerbadas por choques externos, sugerem mais vulnerabilidades pela frente", alertou.
No que diz respeito ao PMI Composto, que abrange a atividade conjunta dos setores de serviços e indústria, o índice também apresentou queda. Ele recuou de 52,4 pontos em abril para 49,5 pontos em maio, indicando uma contração geral da economia no País, conforme dados da S&P.
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