ENCONTRO ESPERADO NO G7

Planalto aposta em encontro entre Lula e Trump durante cúpula do G7, na França

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Presidente Donald Trump durante encontro oficial.
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva em encontro na Casa Branca em 7 de maio de 2026.

Planalto acredita que interação entre Lula e Trump será "inevitável" na França. Brasil busca diálogo sobre tarifas comerciais.

Integrantes do Palácio do Planalto apostam em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7, que ocorrerá em Evian, na França, entre os dias 15 e 17 de junho. A confirmação da ida de Lula ao encontro foi feita nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026. Embora uma agenda formal entre os líderes ainda não esteja definida, fontes do Planalto indicam que um encontro é considerado "inevitável" devido ao número restrito de participantes na reunião. O objetivo principal do presidente Lula será discutir tarifas comerciais e fortalecer parcerias com os Estados Unidos. O G7 é composto pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. O presidente Emmanuel Macron, anfitrião do evento, convidou o Brasil para participar, consolidando a crescente participação do país em discussões globais desde o retorno de Lula ao Planalto em 2023. A expectativa por essa conversa ganha força após uma investigação do escritório norte-americano, concluída em 2 de junho de 2026, que apontou que 60 países, incluindo o Brasil, falharam em coibir o trabalho forçado. Em resposta, os EUA propuseram tarifas adicionais de 12,5% sobre produtos dessas nações. Essa medida se somaria a outra acusação, divulgada em 1º de junho de 2026, de que o Brasil adota práticas comerciais prejudiciais aos norte-americanos, que poderiam elevar as sobretaxas a 37,5%. O presidente Lula expressou surpresa com os anúncios e afirmou que o Brasil não aceitará o tratamento proposto pelos Estados Unidos. Ele pretende enviar uma nova carta a Donald Trump sobre o tema, criticando também declarações do Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

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