MOVIMENTAÇÃO NA CÂMARA

PL consolida a maior bancada da Câmara dos Deputados após recontagem

Plenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados, onde foram formalizadas as mudanças na composição partidária.

Com a perda de mandatos decidida pela Justiça Eleitoral, Partido Liberal amplia sua influência na Casa, enquanto o Republicanos também registra alteração em sua composição.

O Partido Liberal (PL) consolidou-se como a maior força política na Câmara dos Deputados após a confirmação da perda dos mandatos dos parlamentares Dayany Bittencourt (União-CE) e Paulão (PT-AL). A mudança, formalizada na sexta-feira, 10/07/2026, reconfigura o equilíbrio de poder no Legislativo, elevando o PL ao patamar de 98 cadeiras. A decisão ocorre em virtude de processos de retotalização de votos determinados pela Justiça Eleitoral referentes ao pleito de 2022, impactando diretamente a representatividade dos estados do Ceará e de Alagoas.

Com a redistribuição das vagas, Priscila Costa (PL), vereadora de Fortaleza (CE) e presidente do PL Mulher do Ceará, assume o posto na Câmara. A parlamentar ganha destaque político após episódios de articulação interna envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro. Simultaneamente, o Republicanos expande sua atuação ao ocupar a vaga anteriormente pertencente ao PT em Alagoas, com Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) assumindo a função parlamentar.

A Mesa da Câmara, sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou na quinta-feira, 09/07/2026, a cassação dos mandatos. É fundamental ressaltar que essas alterações decorrem de determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais, cumprindo o rito previsto no artigo 55 da Constituição Federal, o que retira a necessidade de votação em plenário para a oficialização. A decisão sobre a perda de mandato de Paulão, no entanto, ainda deve ser alvo de contestação judicial, com o PT anunciando a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova configuração da Câmara dos Deputados reflete o impacto dessas mudanças na base de apoio das siglas: PL (98), União-PP (96), PT-PCdoB-PV (80), PSD (48), Republicanos (44), MDB (38), Podemos (27), PSDB-Cidadania (20), PSB (17), PSol-Rede (16), PDT (10), Avante (5), Novo (5), Solidariedade (4), PRD (3) e Missão (1).

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