GOLPE EM APOSENTADOS

PF desarticula esquema de descontos ilegais em aposentadorias

Agentes da Polícia Federal em operação.
Polícia Federal realiza operação para desarticular esquema de fraudes em aposentadorias.

Nova fase da operação Sem Desconto mira associações que aplicavam fraudes bilionárias contra segurados do INSS. Esquema envolvia falsificação de assinaturas e manipulação de sistemas.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 27/05/2026, uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias contra beneficiários do INSS. A ação mira associações que realizavam descontos ilegais e fraudulentos nos contracheques de aposentados e pensionistas, impactando diretamente a dignidade financeira de milhares de brasileiros.

Segundo as autoridades, o grupo investigado atuava de forma estruturada em diversas frentes. Na captação fraudulenta, utilizava empresas para captar novos associados e obter dados de aposentados por meio de contatos em instituições bancárias. Para ludibriar o sistema, o esquema falsificava documentos, como tokens e biometria, simulando a adesão dos segurados para validar os descontos junto ao INSS.

A investigação revelou que o grupo buscava também blindar e expandir a atuação criminosa. Para isso, prestava suposta "assessoria" a outras entidades interessadas em replicar o modelo, além de manter contatos estratégicos para dificultar ou neutralizar ações de fiscalização, como as da CGU. A ocultação e dissimulação dos valores ilícitos eram realizadas por meio de empresas de fachada e aquisição de bens de alto valor.

Em síntese, as associações desarticuladas nesta quarta-feira gerenciavam um esquema de descontos ilegais em massa, manipulavam sistemas de dados para burlar exigências biométricas do INSS, apresentavam documentação falsa em auditorias e atuavam para dificultar fiscalizações. A operação visa coibir essas práticas que lesam severamente os aposentados e pensionistas, garantindo o direito e a segurança financeira dos segurados.

A ação policial cumpriu mandados em São Paulo (SP) e Brasília, desmantelando a estrutura responsável por essas fraudes bilionárias. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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