GOLPE BILIONÁRIO NO INSS

PF apreende carros de luxo e R$ 287 mil em investigações sobre desvio bilionário do INSS

Carros de luxo apreendidos pela Polícia Federal em operação contra desvio no INSS.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ação da Polícia Federal desarticula esquema que desviou R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas. Dinheiro era ocultado em carros e sacolas.

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira, 27/05/2026, uma operação que resultou na apreensão de carros de luxo e R$ 287 mil em dinheiro vivo, encontrados em sacolas plásticas. A ação é um desdobramento das investigações sobre um esquema bilionário de desvio de verbas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), visa desarticular uma fraude que, segundo as apurações, ultrapassa R$ 6 bilhões.

A investigação, que começou em 2019 e se estendeu até 2024, apura o desvio de recursos destinados a aposentados e pensionistas. A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) trabalham em conjunto desde 2025 para identificar os responsáveis e recuperar os valores. O esquema criminoso envolvia a participação de servidores e ex-servidores do INSS, além de dirigentes de entidades associativas que se beneficiavam de descontos ilegais. Esses dirigentes eram conhecidos como "golden boys", empresários que teriam enriquecido ilicitamente.

Um dos alvos da operação é Rogério Soares de Souza, ex-diretor e ex-superintendente do INSS em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Segundo a PF, Rogério estaria ligado à Abapen, uma entidade que teria recebido mais de R$ 70 milhões em descontos irregulares apenas em 2024. Deste montante, R$ 24 milhões foram repassados a empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que está preso desde setembro de 2025 e é apontado como um dos principais operadores do esquema. Everaldo Felicio de Macedo Junior, ex-gerente do INSS na mesma cidade, também é investigado.

A investigação também apura a atuação de dirigentes de quatro entidades associativas em São Paulo e de duas associações em Brasília. Uma das táticas utilizadas pelo grupo criminoso para ocultar o dinheiro desviado e evitar o bloqueio de bens era a venda acelerada de imóveis de luxo, frequentemente abaixo do valor de mercado. A suspeita é que o grupo tenha desviado mais de R$ 700 milhões.

A defesa de Rogério Soares de Souza informou que se pronunciará após ter acesso completo aos autos do processo. A operação desta quarta-feira, 27/05/2026, reforça o compromisso das autoridades em combater a corrupção e proteger os direitos dos cidadãos mais vulneráveis.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário