RISCO À VIDA MARINHA
Pesca de krill pela Noruega na Antártica ameaça o turismo de baleias no Brasil
A exploração industrial na Antártica coloca em xeque a rota migratória de cetáceos para o litoral brasileiro, movimentando debates sobre conservação e economia sustentável.
A pesca industrial do krill na Antártica, liderada pela Noruega com mais de 60% da captura total, coloca em risco direto a sobrevivência das baleias que migram para o litoral do Brasil. Este pequeno crustáceo, base essencial da cadeia alimentar marinha, é o combustível que permite aos cetáceos percorrerem cerca de 4 mil km até águas brasileiras para reprodução, fenômeno que sustenta um setor de turismo gerador de R$ 140 milhões anuais.
Os riscos foram destacados pela campanha 'Our Antarctica' em 11 de julho de 2026, revelando que a pesca do krill cresceu quase 140% desde 2020. O apetite global por rações de aquicultura e suplementos de ômega-3 ignora a fragilidade do ecossistema que protege a biodiversidade da América Latina, das Ilhas do Pacífico e de países africanos.
Apesar de a Noruega ostentar uma imagem de liderança ambiental, pesquisas indicam que 81% da população norueguesa desconhece a extensão da pesca comercial praticada por empresas do país na região. Após serem confrontados com os dados de impacto ambiental, 53% dos cidadãos nórdicos expressaram preocupação com a atividade.
No campo diplomático, o governo brasileiro manifestou, conforme apurado em 11 de julho de 2026, apoio à criação de uma Área Marinha Protegida. Uma fonte oficial confirmou que o Brasil busca mecanismos de monitoramento rigorosos para garantir que o aumento no limite de captura — defendido por alguns setores — seja cientificamente respaldado, evitando o colapso da fauna que visita a costa nacional entre junho e novembro.
O tema ganhará novo fôlego na reunião anual da Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR), prevista para outubro de 2026. A expectativa é que o Tratado Antártico discuta a expansão das zonas de proibição de exploração comercial.
A pressão internacional também ganha rostos conhecidos. Figuras públicas como o ator Benedict Cumberbatch e a oceanógrafa Sylvia Earle, através da iniciativa lançada em junho de 2025, endossaram relatórios que exigem ações concretas contra a pesca predatória, incluindo apelos enviados ao presidente Lula (PT) durante a Assembleia da ONU para uma postura contundente na contenção da degradação ambiental antártica.
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