CONSERVAÇÃO MARINHA INÉDITA
Peixe-boi-marinho Formosa é transferida para recinto de aclimatação inédita no Rio Grande do Norte
Ação inédita no Rio Grande do Norte prepara fêmea de peixe-boi-marinho para retorno ao habitat natural. Iniciativa do CEMAM e Projeto Cetáceos busca garantir a sobrevivência da espécie ameaçada de extinção no Brasil.
Uma ação pioneira no Rio Grande do Norte, realizada nesta segunda-feira, 08/06/2026, marcou a transferência de uma fêmea de peixe-boi-marinho para um recinto de aclimatação. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM) em parceria com o Projeto Cetáceos da Costa Branca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PCCB-UERN), visa preparar o animal para a futura reintrodução ao seu habitat natural e representa um avanço crucial na conservação da espécie no estado, integrando as celebrações do Mês do Meio Ambiente.
A protagonista desta operação é Formosa, uma fêmea de peixe-boi-marinho monitorada pelo CEMAM. O animal, que pesa 294,5 quilos e mede 2,56 metros de comprimento, foi translocada de Areia Branca para um recinto especializado em Diogo Lopes, distrito de Macau. O recinto proporcionará um ambiente controlado para sua adaptação, um passo fundamental para sua eventual soltura.
A translocação é considerada um marco para a conservação da fauna marinha potiguar. Especialmente para o peixe-boi-marinho, uma das espécies aquáticas mais ameaçadas de extinção no Brasil, a iniciativa reforça os esforços para sua recuperação e a garantia de sua continuidade.
A operação exigiu uma equipe multidisciplinar dedicada, composta por médicos-veterinários, biólogos, monitores e profissionais de apoio técnico e logístico. O transporte seguro e humanizado da fêmea foi realizado em veículos adaptados, com monitoramento veterinário contínuo durante todo o trajeto e após a chegada ao novo local.
O recinto de aclimatação desempenha um papel vital ao permitir que Formosa desenvolva comportamentos essenciais para sua sobrevivência em vida livre. Essa fase de adaptação é supervisionada por especialistas, garantindo que o animal esteja plenamente preparado para o retorno ao oceano.
Além de sua importância ecológica intrínseca, o peixe-boi-marinho é um símbolo poderoso das ações de conservação implementadas ao longo do litoral do Rio Grande do Norte. Na fase adulta, a espécie pode superar os 500 quilos e é fundamental para manter o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
A chegada de Formosa ao recinto em Diogo Lopes, ocorrida na manhã desta segunda-feira, 08/06/2026, abre caminho para uma nova etapa de monitoramento comportamental e acompanhamento veterinário. Este trabalho contínuo é essencial para o sucesso do programa de conservação no estado.
Esta atividade integra a programação especial do Mês do Meio Ambiente, um período em que o CEMAM intensifica suas ações de educação ambiental, monitoramento da fauna, conservação marinha e conscientização pública em diversos municípios potiguares.
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