GOVERNO APONTA MUDANÇA

Orçamento do BPC deve superar o do Bolsa Família, prevê Mello

Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, em frente a um prédio governamental.
Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília. Foto: Reprodução/CNN Brasil

Secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello, sinaliza que Benefício de Prestação Continuada pode ter mais recursos que o Bolsa Família nos próximos anos devido ao valor médio por beneficiário mais alto.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) tem potencial para superar o Bolsa Família em volume de recursos federais destinados, de acordo com Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. A projeção, anunciada nesta quarta-feira, 03 de junho de 2026, considera o impacto das tendências demográficas e da dinâmica dos programas sociais. Mello explicou que, embora o Bolsa Família atenda a um número maior de pessoas atualmente, o valor médio recebido por beneficiário é significativamente mais elevado no caso do BPC. Essa disparidade no valor per capita é o principal fator que pode levar à inversão nos orçamentos dos dois programas sociais.

Em entrevista ao CNN Money, Mello destacou que a sustentabilidade fiscal dos programas sociais poderá ser tema de debate em futuras administrações, caso haja uma melhora consistente nos indicadores de renda e uma efetiva redução da pobreza. Ele ressaltou, contudo, que quaisquer ajustes devem ser discutidos em momento oportuno e com o objetivo primordial de preservar a eficácia das políticas públicas e a dignidade dos beneficiários.

“Pode-se discutir as condições desses benefícios e o modelo deles para que se mantenham sustentáveis e a gente tenha o melhor modelo possível para os programas, com o melhor formato”, acrescentou Mello. A decisão sobre possíveis alterações nos critérios ou modelos dos benefícios visa garantir que as políticas sociais continuem a servir seu propósito fundamental de amparo e inclusão, mantendo sua robustez financeira a longo prazo.

*Sob supervisão de João Nakamura

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