GOLPE EM APOSENTADOS

Operação Sem Desconto: associações sob investigação por fraudes bilionárias contra o INSS

Representação gráfica de um escudo protegendo o logo do INSS de símbolos de dinheiro e cadeados quebrados, simbolizando a proteção contra fraudes.
Polícia Federal cumpre mandados em operação que investiga fraudes contra o INSS.

Polícia Federal apura esquema que utilizava dados de beneficiários e assinaturas falsas. Cidadãos são orientados a verificar extratos e denunciar cobranças indevidas.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 27/05/2026, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga associações responsáveis por descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas. A operação apura um esquema de fraudes que podem ter movimentado valores bilionários contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), afetando a dignidade financeira de milhares de brasileiros. O impacto dessas fraudes se estende à segurança econômica dos beneficiários, que confiam na integridade do sistema previdenciário. A investigação, que cumpre 31 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal, aponta para um modus operandi complexo. Golpistas captavam dados de aposentados em instituições bancárias, utilizando sistemas de adesão de novos "associados" a entidades fraudulentas. Em seguida, produziam tokens falsos e utilizavam biometria adulterada para simular assinaturas em fichas de filiação, validando descontos indevidos perante o INSS. Essas ações desrespeitam diretamente o direito ao recebimento integral e seguro dos benefícios. O esquema também envolvia a prestação de consultoria a outras entidades interessadas em replicar o modelo de fraude, além da ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilicitamente por meio de empresas de fachada e aquisição de bens de alto valor. Essas práticas configuram um ataque direto à confiança pública e à ética nas relações financeiras. Segundo o Serasa, fraudes como essa são perpetradas por organizações que prometem benefícios inexistentes ou inatingíveis, explorando a vulnerabilidade dos cidadãos. Para se proteger, os beneficiários do INSS devem verificar regularmente o extrato de seus benefícios, com atenção especial ao período de 2019 a 2024, quando o número de fraudes registradas foi maior. Para conferir o extrato: * Acesse o aplicativo ou site Meu INSS. * Faça login com seu CPF e senha do Gov.br. * Na tela inicial, clique em "Extrato de benefício". * Clique sobre o número do seu benefício. * O extrato com todos os descontos aplicados será exibido. É fundamental observar sinais de fraude, como descontos regulares identificados como "mensalidade associativa" ou "débito associação". Outros indícios incluem parcelas de empréstimos consignados não contratadas, valores descontados para serviços ou seguros não solicitados, ou qualquer desconto não reconhecido ou não autorizado. Caso algum desconto indevido seja identificado, é possível buscar a restituição e o cancelamento: * Exclua a cobrança indevida pelo app ou site Meu INSS: * Acesse a plataforma e clique em "Novo pedido". * Digite "excluir mensalidade" no campo de busca. * Selecione o serviço "Excluir mensalidade de associação ou sindicato no benefício". * Siga as instruções na tela para concluir. * A exclusão da mensalidade associativa também pode ser realizada por telefone, via central 135. * Bloqueie o benefício para novas associações buscando por "solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade". * Solicite os valores por meio de contato com a entidade responsável pelo desconto, através de solicitação via e-mail para o INSS ou registro de reclamação no Portal Consumidor.Gov e na Ouvidoria do INSS, através da Plataforma Fala BR. O INSS reforça que não solicita dados pessoais por telefone, e-mail ou mensagens. Para se prevenir, ao receber ligações ou SMS suspeitos em nome da instituição, não forneça dados pessoais nem clique em links duvidosos. A proteção da informação pessoal é um pilar essencial para a segurança do cidadão e a integridade do sistema previdenciário.

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