TENSÃO NO ORIENTE

Mojtaba Khamenei exige vingança contra EUA após morte de Ali Khamenei

Presidente Donald Trump em coletiva de imprensa.
Donald Trump — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Líder supremo do Irã define retaliação como demanda popular e descarta diálogo com Washington enquanto condições políticas não forem cumpridas.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, tornou-se uma exigência inegociável da população iraniana, conforme comunicado oficial emitido neste sábado, 11/07/2026. A manifestação ocorreu logo após o término do período de quatro dias de funerais realizados em memória ao antecessor, que faleceu em 28 de fevereiro durante uma operação aérea conduzida pelos Estados Unidos.

Ao tratar o episódio como uma questão de honra nacional, a autoridade afirmou que os responsáveis pela operação não terão paz, reiterando que a retaliação é um passo definitivo. A ausência física de Mojtaba Khamenei nas cerimônias públicas recentes, justificada por agências de notícia locais como resultado de graves ferimentos faciais sofridos no mesmo ataque, eleva a instabilidade política na região de Teerã.

O clima de beligerância ganhou novos contornos após o presidente Donald Trump afirmar, na sexta-feira, 10/07/2026, que os EUA possuem um arsenal pronto para atacar o Irã caso sofra ameaças diretas. A retórica agressiva de Washington e a postura de Teerã impossibilitam, por ora, qualquer solução diplomática para o conflito.

Neste sábado, 11/07/2026, uma fonte vinculada à equipe de negociação iraniana declarou à agência Fars que o país encerrou as tentativas de diálogo. Segundo o relato, o governo exige, como pré-requisito para qualquer conversa, a implementação de um grupo de trabalho focado no Líbano, a garantia de livre trânsito no Estreito de Ormuz e a retomada plena das exportações de petróleo.

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