FINANÇAS E CRIME
Ministro da Fazenda destaca monitoramento de fintechs no combate ao crime organizado
Dario Durigan ressaltou, em 28 de maio de 2026, como a fiscalização de empresas financeiras tecnológicas auxiliou a sufocar financeiramente organizações criminosas, com foco em setores como combustíveis e criptoativos. A estratégia visa atacar a base econômica que sustenta atividades ilícitas.
A capacidade de monitorar as chamadas "fintechs" foi crucial para desmantelar a estrutura financeira do crime organizado, de acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em declarações a jornalistas nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, Durigan explicou que a ação visa a "asfixia financeira" dessas organizações, atacando a origem dos recursos que sustentam atividades ilícitas.
O ministro mencionou que, a partir de meados de 2025, a Receita Federal começou a receber informações que permitiram identificar irregularidades não apenas em "fintechs", mas também em "criptoativos", ampliando o escopo de atuação contra o crime financeiro.
Essa estratégia se alinha à nova fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada mais cedo no mesmo dia, 28 de maio de 2026, pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal. A operação investiga a inserção do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
A ação, denominada Fluxo Oculto, tem como alvos principais empresários, operadores logísticos e indivíduos que atuavam como "laranjas" em um esquema que, apesar de investigações anteriores como a Operação Carbono Oculto, persistiu devido à sua alta capacidade de organização. As investigações apontam para um modus operandi sofisticado, com movimentações financeiras complexas.
Um exemplo da dimensão do esquema é a centralização das operações de 56 postos de combustíveis em uma única conta bancária. Adicionalmente, os investigados demonstraram habilidade em migrar recursos entre diferentes "fintechs" e criar novas empresas para substituir aquelas que já haviam sido expostas em investigações anteriores, evidenciando um esforço contínuo para ocultar suas atividades.
Dario Durigan relembrou que o monitoramento mais rigoroso das "fintechs" foi retomado em agosto de 2025, após a primeira fase da Operação Carbono Oculto. Ele destacou que essas operações de controle financeiro, possibilitadas pela e-financeira, foram temporariamente impedidas por ações de parlamentares e influenciadores, mas sua reinstituição é vital para o combate efetivo ao crime organizado.
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