ROMPIMENTO NA EDUCAÇÃO

Ministério Público de Mato Grosso investiga suposto rombo de R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

Foto do Prefeito Abilio Brunini.
Prefeito Abilio Brunini (PL) esteve envolvido na denúncia sobre suposta irregularidade de R$ 80 milhões em Cuiabá.

Investigação do MPMT visa apurar denúncia de irregularidade de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, feita pelo prefeito Abilio Brunini. CPIs também são solicitadas na Câmara.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) irá investigar o suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. A decisão de instaurar a apuração foi tomada após uma denúncia formalizada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos recursos. A condução dos trabalhos ficará a cargo do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, buscando garantir a transparência e a correta aplicação dos fundos públicos, o que impacta diretamente na qualidade da educação oferecida à população.

Em busca de informações cruciais para o avanço das apurações, a promotora de Justiça Lindinalva Corrêa requisitou documentos, dados e esclarecimentos essenciais. Embora detalhes específicos da investigação não tenham sido divulgados, o MPMT ressaltou a urgência em elucidar os fatos, visando resguardar a probidade administrativa e a confiança da sociedade nas instituições.

Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, o prefeito Abilio Brunini comunicou publicamente que a prefeitura iniciaria uma investigação interna, com o suporte da Controladoria-Geral do Município, para apurar a alegada irregularidade.

Em resposta à notícia, a Câmara Municipal de Cuiabá registrou dois pedidos de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito de investigar o mesmo assunto. Os requerimentos foram apresentados pelos vereadores Demilson Nogueira (PP) e Maysa Leão (Republicanos), demonstrando a preocupação dos legisladores com a transparência e a gestão dos recursos educacionais.

O período sob análise para a investigação abrange a gestão do ex-secretário Amauri Monge, que encerrou suas funções em março de 2026. Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá é gerida interinamente por Reginaldo Teixeira.

Diante da repercussão das supostas falhas na gestão financeira, Amauri Monge manifestou-se negando qualquer irregularidade. Ele sustentou que mais de R$ 100 milhões destinados à pasta da Educação foram, na verdade, utilizados para cobrir despesas gerais do município e, segundo ele, "alterar a percepção das contas públicas da prefeitura em 2026".

O que dizem os vereadores?

A vereadora Maysa Leão relatou que o vereador Demilson Nogueira a procurou para que ela assinasse o requerimento de CPI. Embora tenha expressado apoio à iniciativa, ele teria justificado que não poderia assinar por exercer a função de vice-líder do prefeito Abilio Brunini na Câmara Municipal.

Maysa Leão declarou ter sido surpreendida ao descobrir que Demilson Nogueira protocolou um pedido de CPI sobre o mesmo tema. Segundo a parlamentar, a divergência entre os vereadores estaria centrada na disputa pelo controle da comissão, incluindo a definição de quem apresentaria o requerimento inicial e quem ocuparia a presidência da CPI.

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