EMPREGO EM FOCO

Microempresas impulsionam economia do RN com a criação de 5.009 empregos em 2026

Gráfico comparativo de geração de empregos formais por porte de empresa no Rio Grande do Norte no primeiro quadrimestre de 2026.
Microempresas são as únicas a registrar saldo positivo na geração de empregos formais no RN em 2026.

Dados do Sebrae-RN, baseados no Novo Caged, indicam que pequenos negócios foram responsáveis por todo o saldo positivo de vagas formais no estado entre janeiro e abril deste ano.

O Rio Grande do Norte registrou a criação de 5.009 postos de trabalho formais em microempresas entre janeiro e abril de 2026. A decisão de priorizar o desenvolvimento desses pequenos negócios garantiu o saldo positivo no segmento empresarial potiguar, demonstrando a força desses empreendedores para a sustentação da economia estadual. Esta quinta-feira, 04/06/2026, marca um momento de reflexão sobre o impacto positivo que as micro e pequenas empresas (MPEs) têm na geração de oportunidades, especialmente em um cenário de desaceleração do mercado de trabalho geral.

Os números, divulgados pelo Boletim do Emprego do Sebrae-RN e compilados a partir de dados do Novo Caged, revelam um contraste significativo. Enquanto as microempresas acumularam um resultado expressivo e positivo, os demais portes empresariais registraram retração. As pequenas empresas apresentaram um saldo negativo de 133 vagas, as grandes empresas encerraram o quadrimestre com um déficit de 1.629 postos, e as médias empresas registraram a maior queda, com um saldo negativo de 3.005 empregos.

O desempenho reforça a relevância dos pequenos negócios para a economia do estado. Somente em abril de 2026, o Rio Grande do Norte contabilizou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos, resultando em um saldo negativo geral de 156 vagas formais. Nesse contexto, a atuação das microempresas se mostra crucial para mitigar perdas e manter a dinâmica econômica ativa.

Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN, destaca a importância desses resultados. "Mesmo em um contexto de maior oscilação do mercado de trabalho, as microempresas mantêm saldo positivo e ajudam a sustentar a economia local. Isso reforça a importância de investir em ações que promovam competitividade, inovação e acesso a mercados para os empreendedores potiguares", afirma.

Apesar do resultado negativo geral em abril, o acumulado do primeiro quadrimestre do ano evidencia a capacidade dos empreendedores de menor porte em manter a atividade econômica e gerar oportunidades de trabalho em diversas regiões do estado. O segmento concentra a maior parte dos estabelecimentos empresariais potiguares e segue sendo um dos principais motores da economia local, impactando diretamente a dignidade e o sustento de milhares de famílias.

A análise dos dados também aponta uma dinâmica de emprego que varia entre os municípios. Em abril de 2026, Natal registrou um saldo positivo de 215 vagas, seguida por Açu, com 109, São Gonçalo do Amarante, com 90, Currais Novos, com 84, e Pau dos Ferros, com 79 novos postos formais. Esses números demonstram a capilaridade da geração de emprego impulsionada pelos pequenos negócios em todo o território potiguar.

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