EXPORTAÇÃO DE ATLETAS

Mercado da bola movimenta R$ 2,86 bilhões em exportações no Brasil em 2025

Imagem de campo de futebol representando transações financeiras no esporte.
O Brasil reafirma sua liderança mundial na exportação de atletas de futebol.

O Brasil consolidou sua posição como protagonista no futebol mundial, atingindo superávit de R$ 1,65 bilhão nas transações internacionais de jogadores em 2025.

O mercado do futebol brasileiro alcançou um resultado financeiro expressivo em 2025, ao registrar uma arrecadação de R$ 2,86 bilhões com a venda de atletas para o exterior. A decisão de consolidar o país como o maior exportador global da modalidade foi reafirmada pelo desempenho das negociações, conforme dados do Banco Central (BC) divulgados neste domingo, 12/07/2026, que destacam o papel crucial dessas transações na economia esportiva nacional.

Os números refletem o impacto direto na sustentabilidade financeira das instituições esportivas. Enquanto a venda de jogadores gerou US$ 553,7 milhões, os clubes brasileiros destinaram US$ 234,7 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para a contratação de novos talentos internacionais. Esse fluxo resultou em um saldo positivo de US$ 319 milhões, aproximadamente R$ 1,65 bilhão, evidenciando que a exportação de talentos atua como uma alavanca para o equilíbrio das contas dos clubes.

Cesar Grafietti, consultor de gestão e finanças do esporte e sócio da consultoria Convocados, aponta que a valorização dos atletas jovens foi determinante para o cenário. "Temos observado não um aumento na quantidade de jogadores, mas um aumento no valor de mercado. Atletas negociados entre 17 e 21 anos têm alcançado cifras que superam os 40 milhões de euros, patamares antes raros", explica o especialista.

O movimento é impulsionado por fatores estruturais, como a expansão das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol), o poder de investimento de clubes como Flamengo e Palmeiras, além do incremento de receitas oriundas de casas de apostas. Esse ecossistema permitiu que o Palmeiras, por exemplo, liderasse o ranking de arrecadação em 2025, movimentando 145,9 milhões de euros, com destaque para a venda de Estêvão ao Chelsea.

Apesar da dinâmica intensa de transferências, o mercado permanece sujeito às variações das janelas de contratações e às estratégias individuais de cada clube sobre a retenção de recursos em contas no exterior ou a sua internalização. O relatório da Fifa aponta que o Brasil segue no centro das operações globais, tendo sido o país que mais exportou e, simultaneamente, o que mais importou atletas profissionais em 2025.

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