IMPASSE NA POLÍTICA
Mateus Simões cobra que Cleitinho revele quem ofereceu propina para desistir de candidatura
Governador de Minas Gerais exige transparência após senador afirmar ter recebido oferta financeira; Mateus Simões classifica situação como caso de polícia.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, defendeu publicamente nesta sexta-feira, 10/07/2026, que o senador Cleitinho Azevedo identifique o autor de uma suposta oferta financeira para que ele desistisse de uma eventual candidatura ao Palácio Tiradentes. A cobrança ocorreu durante uma agenda política no Mercado Central de Belo Horizonte, realizada ao lado do ex-governador Romeu Zema.
A declaração ganha relevância diante da seriedade da acusação feita pelo parlamentar. Mateus Simões afirmou acreditar na veracidade do relato do senador, mas ressaltou que a denúncia precisa ultrapassar o discurso retórico e ser tratada pelas autoridades competentes. Para o atual governador, a omissão do nome do suposto autor da proposta prejudica a transparência necessária ao debate público.
"Eu acho que, especialmente na hora que ele fala sobre alguém que ofereceu dinheiro para ele não concorrer, é importante que ele denuncie essa pessoa publicamente. Eu tenho certeza que ele está falando a verdade. Devem ter oferecido mesmo. Era importante ele dizer quem ofereceu. Esse é um assunto de polícia", afirmou Mateus Simões.
A controvérsia teve início na quarta-feira, 08/07/2026, quando Cleitinho Azevedo utilizou a tribuna do Senado para afirmar que foi procurado por um político de Divinópolis com a proposta de desistência da disputa pelo governo de Minas Gerais. Apesar do impacto da declaração, o senador não apresentou provas ou revelou a identidade de quem teria feito o oferecimento, limitando-se a dizer que não está à venda.
Além da pressão pela elucidação do suposto crime, Mateus Simões aproveitou a oportunidade para criticar a viabilidade de uma candidatura de Cleitinho. Segundo o governador, o projeto político do senador seria insustentável financeiramente para o Estado, o que, em sua visão, tornaria a candidatura um erro estratégico para a trajetória do parlamentar.
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