GOVERNO REAGE A TAXAS

Lula critica Marco Rubio e o chama de "latino-americano frustrado" em resposta a tarifas

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em reunião ministerial.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em reunião ministerial. A fala ocorreu após o USTR propor tarifas sobre importações brasileiras.

block:paragraph O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira, 03/06/2026, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificando-o como "latino-americano frustrado". A declaração ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. block:paragraph Lula já havia expressado descontentamento com Rubio anteriormente, afirmando que o secretário "não gosta do Brasil". Rubio, filho de imigrantes cubanos, é um aliado da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). block:paragraph "Eu já falei para o presidente Trump. Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil. Ele é um latino-americano frustrado", declarou o presidente. block:paragraph A crítica surge em resposta à proposta do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de impor tarifas de 25% sobre importações brasileiras. Um documento divulgado na noite de terça-feira, 02/06/2026, detalhou a imposição de tarifas adicionais sobre produtos do Brasil e de outras 59 economias, em medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado. A sobretaxa poderá variar de 10% a 12,5%. block:paragraph O governo federal demonstrou surpresa com a possibilidade das novas tarifas e o presidente Lula afirmou que o país não aceitará o "tratamento" recebido dos Estados Unidos nesta semana. Ele enfatizou a importância de o Brasil ser reconhecido por sua democracia e fortalecimento do multilatismo, clamando para que o país "não seja tratado como uma republiqueta insignificante". block:paragraph A reunião ministerial, a segunda do ano em 2026, teve como um dos focos o alinhamento da comunicação governamental frente ao anúncio das tarifas e às vésperas do início das restrições eleitorais. block:paragraph Lula instruiu os ministros a comunicarem que "Estão tentando trair o Brasil por interesses mesquinhos, com interesses rasteiros de uma disputa eleitoral. Não há disputa eleitoral em qualquer país do mundo que possa dar valor a alguém que trai a pátria, alguém que é capaz de vender o próprio país por interesse mesquinhos". block:paragraph O presidente também ressaltou que, a partir de 3 de julho, com as restrições eleitorais mais rígidas em vigor, certas entregas e inaugurações deverão ser feitas com cuidado. "Temos até dia três de julho para fazermos todas as entregas que temos que fazer, porque depois do dia três de julho não podemos mais fazer convênios com prefeituras, com governos dos estados ou inaugurar obras", alertou. block:paragraph As regras eleitorais impedem, a partir de 4 de julho, a publicidade institucional e inaugurações com promoção pessoal que possam influenciar o eleitorado, visando um equilíbrio na disputa. block:paragraph Lula reforçou a necessidade de coordenação com a Casa Civil para inaugurações, garantindo que o Governo Federal seja devidamente representado. "É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil. Muitas vezes, a gente fica sabendo de coisas que são inauguradas sem a participação do ministro e a gente não sabe quem está representado o Governo Federal nas entregas. E vocês sabem como é isso na política: Se não estiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem tá fazendo o que nesse país", concluiu.

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