CAMPANHA ELEITORAL DEFINIDA
Lula consolida palanques em 23 estados; Flávio Bolsonaro tem apoio definido em 20
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta indefinições em Minas Gerais, Goiás e Tocantins, o senador Flávio Bolsonaro busca fechar alianças em mais seis estados.
A menos de quatro meses para as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a busca por alianças e a consolidação de palanques estaduais. Um levantamento aponta que Lula tem apoio definido em 23 estados, enfrentando indefinições apenas em Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro tem alinhamentos confirmados em 20 estados, com negociações pendentes em mais seis.
A definição de candidatos aos governos estaduais é crucial para impulsionar as campanhas presidenciais. Neste ano, além de presidente, eleitores escolherão governadores, dois senadores, deputados federais e estaduais. A montagem de chapas majoritárias estaduais reflete a força e a estratégia de cada candidato ao Planalto.
Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, apresenta um cenário complexo para ambos os lados. Tanto o PT quanto o PL ainda não confirmaram seus candidatos ao governo. No PT, a ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) descartou a candidatura, e nomes como Marília Campos, Josué Gomes e Jarbas Soares estão em avaliação.
O PL em Minas Gerais aposta no senador Cleitinho (Republicanos), que aguarda uma decisão sobre sua postulação. O partido busca firmar acordo com os Republicanos para a eleição estadual.
Além de Minas Gerais, o PL ainda negocia alianças em Alagoas, Amapá, Espírito Santo e Pernambuco. No Amapá, a aproximação com Dr. Furlan (PSD) é provável. No Espírito Santo, a sigla tende a apoiar Lorenzo Pazolini (Republicanos). Em Pernambuco, conversas com a governadora Raquel Lyra (PSD) seguem, embora ela também acene para o PT, que apoia João Campos (PSB).
Em Alagoas, o PL negocia com João Henrique Caldas (PSDB). No Maranhão, a definição de candidatura está prevista para julho.
O PT também enfrenta desafios na definição de palanques em Goiás e Tocantins. Em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi é uma das cogitadas, mas já disputou a prefeitura de Goiânia sem sucesso. O empresário Flávio Faedo desistiu de concorrer.
No Tocantins, o diretório aguarda um posicionamento nacional. A ex-senadora Kátia Abreu, recém-filiada, é uma das possibilidades para concorrer ao governo estadual.
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