CRIME CONTRA CRIANÇA

Laudo aponta traumatismo extremo em menino espancado pelo pai em Viamão

Imagem representativa de investigação policial em Viamão
O crime ocorreu na região de Águas Claras, em Viamão (RS), e é investigado pela Polícia Civil.

A agressão brutal, motivada por um desentendimento banal, causou o deslocamento do coração da vítima de 3 anos, segundo investigação da PCRS.

O menino Oliver Goldes Grayson, de 3 anos, sofreu lesões de extrema gravidade, incluindo afundamento craniano e deslocamento do coração, após ser vítima de espancamento cometido pelo próprio pai, conforme revelado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) nesta sexta-feira, 10/07/2026. A violência brutal, que chocou a comunidade de Águas Claras em Viamão, foi motivada pela suposta ausência de um cumprimento de "bom dia" da criança.

A crueldade das agressões foi confirmada por equipes médicas que atenderam a vítima. Em depoimento à Polícia Civil, a delegada Luana Medeiros relatou que, segundo a perícia médica preliminar, a força dos impactos foi tão severa que o coração da criança chegou a mudar de posição. Além dos danos internos no tórax, o menino apresentou fêmur fraturado e afundamento do crânio. A autoridade policial ressaltou que as lesões não são compatíveis com a versão apresentada pelo pai, o missionário Dandre Jermaine Grayson, que admitiu apenas alguns socos e uma batida contra o chão.

Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, foi preso em flagrante no hospital em 05/07/2026, logo após levar o filho para atendimento médico. A ação foi acompanhada pelo 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Em audiência realizada na segunda-feira, 06/07/2026, a Justiça converteu a prisão em preventiva. A mãe da criança também permanece detida enquanto a Polícia Civil investiga os crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e omissão.

A morte de Oliver Goldes Grayson foi confirmada na madrugada de 09/07/2026, após o menino permanecer em estado gravíssimo. Agora, a investigação aguarda o laudo definitivo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para precisar a causa técnica do óbito e consolidar o inquérito policial que tramita na Região Metropolitana de Porto Alegre.

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