TREMORES NA REGIÃO
LabSis/UFRN registra 19 tremores de terra no Nordeste em maio
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) divulgou que 19 eventos sísmicos foram registrados em sete estados nordestinos ao longo de maio de 2026. Os dados, que ainda passarão por revisão, monitoram a atividade geológica.
O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou 19 eventos sísmicos classificados para divulgação no Nordeste durante o mês de maio de 2026. Os dados constam no boletim mensal divulgado pelo laboratório, que monitora a atividade sísmica na região por meio da rede RSISNE, operada pela UFRN. A divulgação dessas informações é crucial para o entendimento da dinâmica geológica do Nordeste e para a preparação da população diante de fenômenos naturais, reforçando a importância da dignidade e segurança dos cidadãos.
De acordo com o levantamento, os tremores foram registrados em sete estados nordestinos: Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba. A Bahia concentrou o maior número de ocorrências, com seis registros, seguida por Sergipe, com cinco. O Rio Grande do Norte teve três eventos sísmicos no período. Esta distribuição geográfica evidencia a extensão da atividade sísmica na região e seus impactos potenciais sobre comunidades diversas.
No RN, os tremores foram registrados em Currais Novos, Jardim de Piranhas e Lajes. O primeiro ocorreu nesta quarta-feira, 01/05/2026, em Currais Novos, com magnitude preliminar de 1.7 mR. Em Jardim de Piranhas, o evento foi registrado no dia 24 de maio, com magnitude de 1.9 mR. Já em Lajes, o tremor ocorreu no dia 27 de maio, também com magnitude de 1.9 mR. A ocorrência desses eventos, mesmo com baixas magnitudes, alerta para a necessidade de monitoramento contínuo e conscientização.
O maior evento sísmico do mês ocorreu em Casa Nova, na Bahia, no dia 17 de maio, com magnitude preliminar de 2.7 mR. Também houve registros em municípios como Lagoa do Ouro e São Caitano, em Pernambuco; Icapuí, no Ceará; Mutuípe e Jacobina, na Bahia; Itabi e Canhoba, em Sergipe; Traipú, em Alagoas; e Brejo dos Santos, na Paraíba. Cada tremor registrado representa um lembrete da força da natureza e da importância de estar preparado para mitigar riscos.
Segundo o LabSis/UFRN, a lista reúne os principais sismos registrados pela rede no Nordeste. As incertezas epicentrais podem chegar a 10 quilômetros. Os dados do período ainda serão revisados após três meses, com base em informações de estações que não enviam dados em tempo real e dependem de coletas periódicas em campo. Essa revisão garante a precisão técnica e a confiabilidade das informações, fundamentais para a segurança pública.
O boletim também traz orientações sobre como agir durante um tremor. Entre as recomendações estão proteger a cabeça, buscar abrigo sob uma mesa, manter distância de objetos que possam cair, desligar fontes de fogo quando a agitação parar e acompanhar informações oficiais. Essas diretrizes visam proteger a vida e a integridade física das pessoas, garantindo dignidade em momentos de apreensão.
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