CASO OLIVER: PRISÃO
Justiça do RS mantém prisão de Mayanna Angelina Rodgers por omissão no caso Oliver
Decisão que mantém a custódia da mãe ocorre após audiência. Investigação aponta negligência e possíveis agressões contra os outros quatro filhos do casal.
A Justiça do RS determinou a manutenção da prisão preventiva de Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, mãe do menino Oliver, de 3 anos, que morreu após ser violentamente agredido pelo pai. A medida foi formalizada após audiência de custódia realizada no sábado, 11/07/2026, sendo fundamentada na necessidade de proteção à ordem pública e na gravidade das investigações, que apontam indícios de omissão e tortura por parte da genitora.
O pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, permanece sob custódia desde domingo, 05/07/2026. O homem confessou ter cometido o crime, alegando que o motivo das agressões fatais foi o fato de o menino não ter lhe dito "bom dia". A brutalidade do caso chocou o país, revelando um ambiente de profunda vulnerabilidade doméstica.
Além da tragédia envolvendo Oliver, o caso desdobrou-se em uma crise familiar de maiores proporções. Os outros quatro irmãos da vítima foram encaminhados para acolhimento institucional após relatos de que também sofriam agressões. O Conselho Tutelar identificou sinais de violência física nas crianças, incluindo marcas de mordidas, reforçando a tese da polícia de que a rotina na residência era marcada pela violação sistemática da integridade física dos menores.
A delegada Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), conduz as investigações. O episódio veio à tona após o agressor buscar atendimento hospitalar para a criança, onde a equipe médica detectou lesões incompatíveis com a versão apresentada e acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
A defesa de Mayanna Angelina Rodgers sustenta, por meio de NOTA TÉCNICA DA MÃE DE OLIVER, que a mulher também era vítima de um contexto de grave vulnerabilidade física, emocional e espiritual. Os advogados reiteram que ela está à disposição da Justiça e que o devido processo legal deve ser observado para a correta elucidação dos fatos.
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