GUERRA AO CRIME

Justiça de MT mira lavagem de R$ 1,6 mi do tráfico

Policiais civis em operação contra o tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso
Policiais civis cumprem mandados da Operação Baca nesta quarta-feira (6) — Foto: Polícia Civil

Operação Baca da Polícia Civil atinge núcleo financeiro do crime organizado nesta quarta-feira, 06/05/2026. Dois mandados de prisão preventiva e bloqueio de contas cumpridos.

A Polícia Civil de MT desferiu um duro golpe contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, revelando que um grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 milhão em operações financeiras ilícitas. Nesta quarta-feira, 06/05/2026, a Operação Baca, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), cumpriu mandados judiciais em Cuiabá e Cáceres, visando desarticular o núcleo financeiro da organização. A ação busca interromper o fluxo de dinheiro sujo que alimenta o crime, protegendo a sociedade dos impactos devastadores do tráfico.

No total, a Justiça expediu seis ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias. As medidas, emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, miram integrantes chave do setor financeiro da organização criminosa, responsáveis por articular o esquema de movimentação do dinheiro ilícito.

As investigações, conduzidas pela Denarc, revelaram movimentações financeiras atípicas e totalmente incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos. Entre os métodos identificados para a lavagem de dinheiro estão depósitos fracionados em dinheiro, transferências sucessivas entre diversas contas e a completa ausência de comprovação da origem dos vultosos valores. A ausência de justificativa para esses recursos sugere claramente sua proveniência ilegal.

A polícia confirmou que os dois alvos desta etapa da operação foram os principais responsáveis por movimentar a quantia superior a R$ 1,6 milhão, que agora está sob escrutínio da Justiça.

Na fase anterior da Operação Baca, já haviam sido identificados 22 suspeitos com indícios de envolvimento no esquema. Destes, 20 já respondem pelos crimes, enquanto os dois restantes, que não haviam sido responsabilizados, tornaram-se o foco central desta nova etapa, que busca fechar o cerco contra todos os elos da cadeia criminosa.

Além das prisões e buscas, o bloqueio das contas bancárias foi uma decisão crucial da Justiça. Essa medida visa não apenas interromper a circulação do dinheiro ilegal, mas também evitar que os ativos sejam dissipados e garantir a continuidade e efetividade das apurações, impedindo que os criminosos usufruam dos frutos de suas ações ilícitas.

A operação conjunta

A Operação Baca representa um pilar no planejamento estratégico da Polícia Civil, inserida na Operação Pharus e alinhada ao programa Tolerância Zero de combate às facções criminosas no estado. As ações também se integram à Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). Esta sinergia de forças demonstra o compromisso em desmantelar redes criminosas de grande porte e proteger a segurança pública.

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