DECISÃO JUDICIAL IMEDIATA
Justiça concede liberdade provisória a médico acusado de importunação sexual em Salvador
Profissional responderá ao processo em liberdade após medidas cautelares serem impostas pela 3ª Vara das Garantias de Salvador.
A liberdade provisória do médico ortopedista Alexandre El-Sarli foi concedida pela 3ª Vara das Garantias de Salvador, permitindo que ele responda ao processo fora do cárcere. A decisão ocorreu na quinta-feira, 09/07/2026, durante audiência de custódia, em razão da análise jurídica sobre a necessidade da manutenção da prisão preventiva.
A medida, embora não encerre o processo, impõe obrigações cautelares ao profissional, que havia sido preso em flagrante na noite de terça-feira, 07/07/2026. O caso, que trouxe à tona o medo e a violação da confiança essencial entre médico e paciente, teve início quando uma jovem de 18 anos buscou atendimento na Unidade de Emergência de Pirajá para tratar uma fratura na mão.
Segundo o relato da vítima, após a retirada de uma tala, o profissional solicitou que ela retirasse a camisa para um suposto exame de fibromialgia. A paciente descreveu um cenário de abuso, afirmando que o médico teria proferido comentários de cunho sexual, a abraçado por trás e tocado em seu corpo sem qualquer consentimento, rompendo a dignidade e a segurança que o ambiente clínico deve oferecer.
Ao deixar o consultório, a jovem buscou auxílio imediato junto a agentes da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), o que resultou na prisão do médico e seu encaminhamento à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou o afastamento imediato do profissional e a abertura de sindicância interna para apurar o caso.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que o autuado seguirá sob acompanhamento judicial através de medidas cautelares, cujos detalhes específicos não foram divulgados. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) declarou que não havia registros anteriores contra o médico e reforçou a importância da formalização de denúncias por parte de qualquer paciente que se sinta vulnerável.
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