DIÁLOGO POLÍTICO BUSCADO
José Guimarães afirma que Davi Alcolumbre busca recompor relação com Lula após rejeição de indicado ao STF
Presidente do Senado deseja reafirmar laços com o Planalto após indicação de Jorge Messias para o STF ter sido barrada. PEC do fim da escala 6x1 é bandeira do governo.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca restabelecer o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Guimarães, Alcolumbre não deve criar obstáculos para a tramitação da PEC do fim da escala 6 X 1 no Senado, proposta que o governo pretende aprovar até outubro de 2026 como bandeira na campanha à reeleição presidencial. A decisão, tomada nesta domingo, 31/05/2026, indica uma tentativa de apaziguamento em um momento crucial para a articulação política do governo.
O ministro afirmou que mantém conversas frequentes com o presidente do Senado. “Falo com ele quase todo dia“, declarou Guimarães ao ser questionado sobre a abertura de Alcolumbre ao diálogo. A informação foi divulgada em entrevista concedida aos jornalistas Fabio Graner e Sérgio Roxo, do jornal O Globo.
A relação entre Lula e Alcolumbre está estremecida desde outubro de 2025. Na ocasião, o presidente do Senado declarou preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). No entanto, Lula optou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Essa divergência gerou um racha na articulação política e impactou a governabilidade.
A situação entre o presidente da República e o do Senado se agravou em 29 de abril, quando Messias teve sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado, em uma articulação atribuída, nos bastidores, diretamente a Alcolumbre. Na 6ª feira (29.mai.2026), o presidente da República afirmou que insistirá na indicação do atual AGU para a vaga aberta no STF, demonstrando a persistência do embate.
Sobre a disposição do presidente Lula para o diálogo com Alcolumbre, Guimarães respondeu que o petista está avaliando. Afirmou que a agenda do presidente está “frenética” e que sua preocupação no momento é “mostrar tudo que foi feito e que está sendo entregue”. Essa análise cuidadosa por parte de Lula sugere que a recomposição das relações demandará tempo e estratégia.
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