ESTRATÉGIA POLÍTICA DO PL

Jair Bolsonaro articula candidatura de Michelle ao Senado por Distrito Federal

Michelle e Jair Bolsonaro em ato político na Avenida Paulista
MIchelle Bolsonaro acompanha Jair Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo a anistia dos presos pelos ataques ao Três Poderes no dia 8 de janeiro - Metrópoles

Ex-presidente busca consolidar força no Senado para pautas estratégicas, enquanto Michelle avalia impactos de crise familiar e saúde do marido.

Jair Bolsonaro tem incentivado a esposa, Michelle Bolsonaro, a disputar uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. A articulação, que visa fortalecer o Partido Liberal na Casa Alta, ganha contornos de urgência diante das estratégias do ex-presidente para influenciar decisões sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e eventuais pautas de impeachment.

Apesar do apoio explícito do marido, Michelle Bolsonaro mantém cautela. A ex-primeira-dama afirma a aliados que a decisão depende de um “chamado de Deus” e que aguardará o período de convenções partidárias, previsto entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026, para definir se entrará oficialmente na disputa.

O cenário político do Distrito Federal sofreu alterações relevantes no sábado, 11/07/2026. A desistência do ex-governador Ibaneis Rocha do pleito abriu caminho para uma aliança entre Michelle e a deputada federal Bia Kicis (PL). A disputa por uma vaga no Senado inclui ainda nomes como Erika Kokay (PT), Leila Barros (PDT) e o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo).

A incerteza sobre a candidatura de Michelle também está ligada a uma crise familiar e política. No dia 30 de junho de 2026, ela deixou a presidência do PL Mulher após um desentendimento público com Flávio Bolsonaro. O atrito, que envolveu acusações de desrespeito e divergências sobre alianças partidárias no Ceará, gerou um racha na família que, segundo aliados, impacta diretamente a disposição da ex-primeira-dama em iniciar uma campanha eleitoral.

Além das questões políticas, a saúde de Jair Bolsonaro é um fator decisivo. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e requer cuidados constantes. Michelle manifestou preocupação com a possibilidade de novos episódios como o ocorrido em novembro de 2025, quando o marido foi levado à Superintendência da Polícia Federal após violar os termos da tornozeleira eletrônica durante agenda do partido.

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