PREÇOS EM ALERTA

iPhone, carro e energia custam até o dobro no Brasil frente ao Paraguai, revela levantamento

Gráfico comparando preços de produtos e serviços entre Brasil e Paraguai.
A comparação de preços entre Brasil e Paraguai revela disparidades significativas em diversos setores, impactando o poder de compra do consumidor brasileiro.

Levantamento do Poder360 mostra que 13 de 17 produtos e serviços analisados são mais caros no Brasil. Impostos são apontados como principal fator.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"No domingo, 31 de maio de 2026, um levantamento divulgado pelo Poder360 revelou uma disparidade significativa nos preços de produtos e serviços populares entre Brasil e Paraguai. A pesquisa, que analisou 17 itens, constatou que 13 deles são consideravelmente mais caros para o consumidor brasileiro. Itens como carne bovina, eletrônicos e energia elétrica apresentaram as maiores diferenças, impactando diretamente o orçamento das famílias e levantando debates sobre a competitividade do mercado nacional."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"As maiores discrepâncias foram observadas em eletrônicos e serviços essenciais. Um MacBook Air M5, por exemplo, custa cerca de 150% a mais no Brasil em comparação com o Paraguai. Da mesma forma, a tarifa residencial de energia elétrica no Brasil é 133% superior à paraguaia. Até mesmo um carro popular fabricado no país, como o Chevrolet Onix, sai 45% mais caro para o consumidor brasileiro. Em contrapartida, o estudo apontou que medicamentos genéricos e absorventes femininos apresentam preços mais acessíveis no Brasil, em parte devido à Farmácia Popular e à ampla oferta de genéricos."}},{"type":"image","data":{"url":"https://static.poder360.com.br/2026/05/diferenca-precos-produtos-brasil-paraguai-28-mai-2026-capa-848x477.jpg","caption":"Carne, eletrônicos e energia custam até o dobro no Brasil; salário mínimo do Paraguai supera o brasileiro em 48,1%","alt":"Comparativo de preços entre Brasil e Paraguai para diversos produtos e serviços."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para contextualizar a análise de preços, o levantamento também comparou os salários mínimos de ambos os países. Em 2026, o piso nacional brasileiro era de R$ 1.621, enquanto no Paraguai o valor equivalia a aproximadamente R$ 2.300 na cotação de 27 de maio de 2026. No entanto, o poder de compra é influenciado pela informalidade: 60% dos trabalhadores paraguaios atuam sem carteira assinada, contra 37,5% no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas do Paraguai e do IBGE, respectivamente. Isso significa que uma parcela considerável da população paraguaia não usufrui integralmente do salário mínimo."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A diferença nos preços de eletrônicos, como o iPhone 17 e o MacBook Air M5, é explicada pela carga tributária. No Brasil, impostos como IPI, ICMS e PIS/Cofins podem dobrar o custo final de produtos importados. O Paraguai, por outro lado, possui uma tributação consideravelmente menor sobre esses itens. Essa disparidade fiscal é um reflexo da carga tributária total: no Brasil, atingiu 32,4% do PIB em 2025, enquanto no Paraguai ficou em 14,5% em 2025, segundo dados do Ministério da Fazenda e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O setor de cigarros também ilustra a diferença tributária e seus impactos. Tributos no Brasil podem variar de 70% a 90% do preço final de um maço, como o Marlboro, que custa R$ 14 no Brasil e R$ 10,50 no Paraguai. Essa diferença de preço historicamente impulsiona o contrabando. Um estudo do IDESF (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) aponta que 96% da produção de cigarros paraguaia é destinada ao contrabando no Brasil."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A diferença nos preços dos automóveis, como o Chevrolet Onix 2026, fabricado em Gravataí (RS), também se deve à tributação. O modelo custa R$ 101.790 no Brasil, enquanto no Paraguai é vendido por cerca de R$ 70.000, uma variação de 45,4%."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"No que diz respeito à energia elétrica, o consumidor brasileiro paga em média R$ 0,73 por quilowatt-hora, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). No Paraguai, a tarifa residencial da Ande é de aproximadamente R$ 0,33, tornando a conta de luz 133% mais cara no Brasil, apesar de ambos os países compartilharem a origem de parte da energia na usina de Itaipu."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Embora a pesquisa aponte uma tendência de preços mais altos no Brasil, alguns produtos se destacam pela acessibilidade. Medicamentos genéricos como dipirona e paracetamol, além de absorventes femininos, possuem preços inferiores no mercado brasileiro. A Farmácia Popular e a vasta disponibilidade de medicamentos genéricos contribuem para essa realidade."}}],"version":"2.28.1"}

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