RISCO DE ESCALADA

Hezbollah e Israel intensificam confrontos no sul do Líbano após ataques

Colunas de fumaça subindo após ataques no sul do Líbano.
Colunas de fumaça se elevam do sul do Líbano após ataques israelenses em Nabatieh, Líbano, em 25 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer

A troca de fogo avança sobre o cessar-fogo vigente desde abril, com dezenas de mortos e feridos reportados. Prime-ministro de Israel anuncia "aceleração das operações".

Um agravamento significativo nos confrontos entre o Hezbollah e as Forças Armadas de Israel marcou a quarta-feira, 27/05/2026. O Hezbollah anunciou que suas forças "entraram em confronto direto com as forças inimigas à queima-roupa" na cidade de Zawtar al-Sharqiyah, uma área sob a "linha amarela" estabelecida por Israel, que visa criar uma zona-tampão militar. Essa linha se estende pelo território libanês, com o rio Litani servindo como fronteira. Em resposta, as Forças Armadas de Israel comunicaram ter atacado mais de 100 alvos do Hezbollah, tanto no sul do Líbano quanto na região leste do Vale do Bekaa, durante a noite de terça-feira (26). Os ataques visaram depósitos, centros de comando e pontos de observação que, segundo Israel, são utilizados para atingir tropas israelenses e civis no norte do país. O impacto humano dessas ações já é visível. O Ministério da Saúde do Líbano reportou que os ataques israelenses nas últimas horas resultaram em 31 mortos e 40 feridos. Um bombardeio específico na vila de Mashghara, no leste do país, vitimou 12 pessoas, incluindo diversos membros de uma mesma família, segundo a agência de notícias estatal libanesa. Esses eventos colocam em xeque o cessar-fogo anunciado em 16 de abril, que buscava silenciar as armas entre Israel e o grupo extremista. A trégua, na prática, tem sido pontuada por trocas de ataques. A escalada ocorre após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar na segunda-feira (25) que o país intensificaria a ofensiva no Líbano com o objetivo de "esmagar" o Hezbollah. Em um vídeo divulgado no Telegram, Netanyahu declarou: "Ordenei uma aceleração das nossas operações. Vamos intensificar os golpes, aumentar a potência e esmagar" o grupo. Israel justifica suas ações como legítima defesa, afirmando que não violam o acordo de cessar-fogo. A guerra entre Israel e o Hezbollah é um dos pontos cruciais nas negociações de trégua entre os Estados Unidos e o Irã, que apoia o grupo libanês e exige a interrupção de todos os conflitos na região para alcançar um acordo.

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