ALERTA OFTALMOLÓGICO

Hábito de coçar os olhos agrava risco de ceratocone, alerta especialista

Ilustração de um olho sendo coçado, com foco na córnea.
Hábito de coçar os olhos eleva risco de ceratocone.

Presidente da Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Norte destaca o perigo do ato de esfregar os olhos para o desenvolvimento da doença que leva a transplantes de córnea.

O ato de coçar os olhos é o principal fator de risco para o desenvolvimento e progressão do ceratocone, uma doença ocular que pode levar à necessidade de transplante de córnea. O alerta foi feito nesta quarta-feira, 03/06/2026, pelo presidente da Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Norte, Anderson Martins, durante entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi. A declaração ocorreu em meio a uma campanha de conscientização sobre a doença, que já resulta em uma das maiores filas para transplante de córnea do Brasil, com pacientes esperando até três anos por um órgão.

Martins explicou que o ceratocone, apesar de frequente, ainda é pouco conhecido pela população. A doença provoca alterações progressivas na córnea e, se não identificada e tratada precocemente, pode comprometer significativamente a visão. A preocupação é ampliada pois a condição atinge principalmente adolescentes e jovens adultos, em idade escolar ou produtiva, gerando longos períodos de incapacidade visual devido à demora nos procedimentos.

"Coçar os olhos é o principal fator de risco para ceratocone, e o pior é que, às vezes, a pessoa acha que é inofensivo, mas pode deformar a sua córnea até chegar à necessidade de um transplante no futuro", ressaltou o especialista. Ele acrescentou que a estimativa é que uma em cada 50 pessoas possa ter a condição.

O ceratocone geralmente manifesta-se na adolescência, com maior progressão até o início da vida adulta. Sinais como sensibilidade à luz, coceira ocular frequente, troca de óculos mais de uma vez por ano devido a mudanças rápidas de grau, ou visão dupla que não melhora com correção, indicam a necessidade de investigação.

O tratamento varia conforme o estágio da doença. O controle de alergias oculares é apontado como uma estratégia fundamental para evitar o agravamento. Anderson Martins mencionou que, com diagnóstico precoce, existem alternativas para interromper ou reduzir a progressão, diminuindo a demanda por transplantes.

A campanha deste mês de junho visa ampliar o conhecimento sobre o ceratocone e incentivar a busca por avaliação oftalmológica ao primeiro sinal. Especialistas recomendam que crianças, adolescentes e adultos com mudanças frequentes de grau, alergias oculares persistentes ou alterações na visão procurem atendimento médico para investigação.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário