JUROS EM PATAMAR ALTO
Guilherme Mello afirma que taxa de juros no Brasil está elevada e restritiva
Secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello, avalia que política monetária no Brasil segue restritiva, mas demonstra otimismo com a economia e defende o arcabouço fiscal.
O secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento e presidente do conselho de administração da Petrobras, Guilherme Mello, avaliou que a taxa básica de juros no Brasil segue em um patamar elevado e restritivo para a atividade econômica. A declaração foi feita em entrevista ao CNN Money, onde Mello compartilhou sua perspectiva sobre os rumos da economia brasileira.
Segundo Mello, os futuros ajustes na política monetária dependerão da evolução do cenário internacional. "Com o crescimento econômico, o fim da guerra, a diminuição da inflação e uma possível diminuição dos juros, temos sim a expectativa de que a trajetória da dívida caia no futuro", afirmou o economista, indicando um otimismo cauteloso com a perspectiva de redução da dívida pública em médio prazo.
Apesar do cenário de juros altos, que impactam diretamente o custo do crédito e o investimento, Mello demonstrou otimismo com o desempenho da economia brasileira. Ele prevê que o PIB (Produto Interno Bruto) deve voltar a surpreender positivamente ainda neste ano, com potencial de crescimento acima das expectativas do mercado.
O presidente do conselho da Petrobras também defendeu o arcabouço fiscal, explicando que as novas regras foram cruciais para reconstruir a trajetória dos resultados das contas públicas. "O que fizemos com o arcabouço foi uma reconstrução de resultados primários, para que aí sim tenhamos, a partir de agora, superávits primários positivos", detalhou Mello, enfatizando a importância da responsabilidade fiscal para a sustentabilidade econômica.
Sob supervisão de João Nakamura.
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