RECUPERAÇÃO DE ATIVOS

Grupo investigado por sonegação fiscal devolverá R$ 11 milhões ao Estado do Rio Grande do Norte

Sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte em dia ensolarado.
Fachada do prédio da sede do Ministério Público com as bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Norte ao fundo — A reparação financeira deve ser cumprida em até 150 dias, incluindo a venda de bens do grupo investigado para ressarcimento | reprodução

Acordo firmado pelo MPRN viabiliza a recomposição dos cofres públicos com recursos de esquema que atuava na blindagem patrimonial.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do RN (GAESF/RN), oficializou um acordo de colaboração que garante o retorno de R$ 11.249.403,99 aos cofres estaduais. A medida foi definida na quinta-feira (03/09), no âmbito da operação Emirados, visando a reparação de danos causados por um grupo econômico investigado por fraudes tributárias.

A operação Emirados, iniciada em junho, desarticulou um esquema complexo de sonegação que utilizava empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultar ativos e evadir tributos. Ao devolver os recursos, o grupo busca regularizar passivos fiscais que, somados, podem atingir R$ 28 milhões, reforçando o compromisso da justiça em proteger os recursos que financiam serviços essenciais à sociedade.

O plano de restituição estabelece um prazo de 150 dias para a quitação do valor inicial. Conforme o acordo, o montante será composto pelo confisco de valores apreendidos durante as diligências e por saldos que estavam retidos por decisão judicial. Além disso, a estratégia de pagamento inclui a alienação direta de bens móveis e imóveis de alto padrão e equipamentos vinculados aos investigados.

Para o saldo remanescente, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE/RN) conduzirá uma Transação Tributária Individual. Essa etapa é fundamental para assegurar o adimplemento integral das dívidas fiscais, garantindo que o impacto da fraude seja mitigado de forma definitiva e que os valores retornem ao Estado para investimentos públicos.

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