COMBATE AO CRIME

Governo regulamenta Banco Nacional de Dados para mapear facções e milícias

Fachada do Ministério da Justiça e Segurança Pública
O Ministério da Justiça e Segurança Pública regulamenta o Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas.

Nova ferramenta vai integrar informações de segurança pública de todo o país para fortalecer o combate a organizações criminosas. Grupo de trabalho definirá regras de funcionamento.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública deu início à regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Milícias e Grupos Paramilitares. A iniciativa, oficializada nesta sexta-feira, 05/06/2026, visa criar uma ferramenta essencial para o mapeamento e combate ao crime organizado em todo o território nacional. Um grupo de trabalho técnico foi formado para estabelecer as diretrizes operacionais deste novo sistema.

Previsto em lei, o banco de dados reunirá e integrará informações de segurança pública de diferentes esferas governamentais. O principal objetivo é potencializar o enfrentamento a grupos criminosos, aprimorando o intercâmbio de dados entre órgãos federais e estaduais e, consequentemente, agilizando investigações.

Como vai funcionar

A plataforma deverá compilar dados sobre indivíduos ligados a facções e milícias, incluindo seus financiadores, colaboradores e estruturas de atuação. Informações sobre vínculos financeiros, territoriais e operacionais também serão centralizadas. Essa integração permitirá a identificação de conexões entre grupos criminosos que operam em distintas regiões do Brasil, promovendo uma visão mais completa e estratégica do cenário de segurança.

O sistema será incorporado ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e contará com protocolos rigorosos de segurança, auditoria e rastreabilidade de acessos. A coordenação geral ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), através da Diretoria de Gestão e Integração de Informações.

O grupo de trabalho é composto por representantes de diversas instituições cruciais para a segurança pública, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Abin, o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério Público e as secretarias de segurança dos estados. Além disso, órgãos como o Coaf, o Banco Central e a Receita Federal também somarão esforços ao projeto, garantindo uma abordagem multifacetada.

De acordo com o Ministério da Justiça, a criação desta ferramenta estratégica visa aprimorar a colaboração entre as forças de segurança, aumentar a eficiência das investigações e subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas embasadas em dados concretos. A iniciativa reforça o compromisso do governo em proteger a dignidade e a segurança da sociedade brasileira.

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