PROGRAMA DO GOVERNO
Governo Lula: 63% dos inadimplentes sentem pouca ou nenhuma ajuda contra dívidas
Pesquisa PoderData, realizada entre 30 de maio e 1º de junho de 2026, revela que a maioria dos brasileiros que não pagaram contas em maio avalia o Desenrola 2.0 como ineficaz. Apenas 12% sentiram "ajuda muito" do programa.
[ { "type": "paragraph", "props": { "content": "A maioria dos brasileiros que deixaram de pagar alguma conta em maio, 63%, avalia que os programas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o Desenrola 2.0, ajudaram pouco (30%) ou nada (33%) a reduzir o endividamento. Para apenas 12% dessas pessoas, a iniciativa de renegociação de dívidas do governo federal "ajudou muito". A percepção geral sobre a eficácia das medidas governamentais foi medida em pesquisa PoderData realizada entre 30 de maio e 1º de junho de 2026." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "O levantamento mostrou ainda que 19% dos entrevistados que não conseguiram quitar suas contas declararam desconhecer as ações do governo sobre o assunto, enquanto 6% optaram por não responder. Essa avaliação sobre o impacto das políticas de renegociação surge em um momento estratégico para o presidente Lula, que busca consolidar apoio entre eleitores de menor renda." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "O Desenrola 2.0, lançado em 4 de maio de 2026, visa oferecer condições para a quitação de dívidas contraídas até janeiro de 2026 e em atraso de 90 dias a 2 anos. O programa abrange débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos de 30% a 90% e juros limitados a 1,99% ao mês. Trabalhadores com renda de até 5 salários mínimos podem usar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para saldar pendências." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Apesar do potencial de impacto na dignidade e no planejamento financeiro de milhões de brasileiros, os dados revelam que o programa ainda não se traduziu em alívio perceptível para grande parte da população de menor renda, segmento com maior número de inadimplentes. Fatores como o curto tempo de vigência da medida, a falta de conhecimento sobre suas condições e as restrições de elegibilidade podem explicar essa cenário." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Na pesquisa, 61% dos entrevistados declararam ter conseguido pagar todas as suas despesas no último mês, enquanto os 37% restantes admitiram ter deixado de quitar ao menos uma conta. Entre estes últimos, a percepção sobre a ajuda governamental foi predominantemente de pouca ou nenhuma eficácia." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A estratificação dos resultados por renda evidencia essa disparidade. Na faixa de menor renda, 31% afirmaram que o programa “ajudou pouco” e outros 31% disseram que ele não trouxe benefícios, contra 12% que o avaliaram como muito útil. Na faixa de 2 a 5 salários mínimos, a percepção é ainda menos favorável, com 41% afirmando que o programa "não ajudou", um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao segmento de menor renda." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "A pesquisa PoderData foi realizada de 30 de maio a 1º de junho de 2026, entrevistando 2.500 pessoas com 16 anos ou mais em 166 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram conduzidas por telefone, via sistema URA (Unidade de Resposta Audível)." } } ]
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