SEGURANÇA E POLÍTICA
Flávio Bolsonaro vincula voto de criminosos a Luiz Inácio Lula da Silva
Em ato realizado no Ceará, pré-candidato à Presidência defende endurecimento penal e faz duras críticas à atual gestão do PT.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, associou o apoio de criminosos à gestão do atual governo em declarações feitas nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. A fala ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado, em Fortaleza, no Ceará.
Ao discursar para apoiadores, o parlamentar questionou a afinidade ideológica entre o crime organizado e o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Flávio, a política de segurança adotada pela Presidência seria excessivamente branda, o que, em sua visão, fortaleceria facções como o PCC e o Comando Vermelho.
A proposta de segurança pública apresentada pelo senador para um eventual mandato foca no rigor penal. Entre os pontos mencionados, destacam-se a ampliação do sistema prisional com a criação de 500 mil vagas, a redução da maioridade penal e a implementação de castração química para autores de crimes sexuais contra mulheres e crianças.
Em relação às facções que operam no Brasil, Flávio prometeu endurecer o tratamento jurídico, defendendo a classificação desses grupos como organizações terroristas. O senador estabeleceu o prazo de 31 de dezembro de 2026 como uma meta para que integrantes dessas organizações deixem o país, sob pena de prisão ou neutralização pelas forças de segurança.
O evento em Fortaleza serviu para consolidar a pré-candidatura de Alcides Fernandes, articulada pelo grupo de Jair Bolsonaro (PL) após a impossibilidade jurídica de seu filho, o deputado federal André Fernandes (PL), disputar o cargo. Internamente, o PL-CE ainda vive impasses sobre a composição da chapa ao Senado, com divergências entre o apoio de Flávio a Alcides e a preferência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela deputada federal Priscila Costa (PL-CE).
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