TARIFAS DE IMPORTAÇÃO

Flávio Bolsonaro pede que Trump recue de tarifa contra produtos brasileiros

Flávio Bolsonaro em evento segurando um cartaz relacionado ao Pix.
Flávio Bolsonaro segura cartaz com a frase: "O pix é do Brasil e do Bolsonaro", durante visita à Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem -MG. — Foto: TV Globo

Senador expressa esperança de que presidente dos EUA atenda ao seu pedido para evitar taxação de 25% sobre mercadorias brasileiras, criticando a política externa de Lula.

A decisão de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi esperada para ser anunciada após investigações comerciais iniciadas em 2025, mas o senador Flávio Bolsonaro manifestou, nesta quarta-feira, 03/06/2026, a expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconsidere a medida. O apelo partiu de uma carta enviada pelo próprio senador ao governo americano, visando proteger empresas do Brasil de uma potencial penalização. A declaração ocorreu durante o 1º Fórum Abastece Brasil, realizado na Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte. Reunido com produtores rurais e representantes do setor supermercadista, Flávio Bolsonaro atribuiu a possível taxação à política externa do atual governo, liderado pelo presidente Lula. Segundo ele, a abordagem nas relações com os EUA e a aproximação com a China teriam contribuído para o cenário de tensão comercial. "Essa taxa, essa tarifa, é do Lula. É por causa do seu comportamento de agressão aos Estados Unidos que as empresas brasileiras podem acabar sendo penalizadas. E, mais uma vez, eu enviei uma carta para o governo americano pedindo que não houvesse mais essa tarifação. Vamos aguardar que ele atenda ao meu anseio", declarou o senador. O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs a tarifa adicional com base na conclusão de que algumas políticas brasileiras impõem restrições ou prejuízos ao comércio bilateral. Entre as questões citadas estão o Pix, o combate ao desmatamento ilegal, regras para plataformas digitais, proteção à propriedade intelectual e medidas anticorrupção. Contudo, a medida ainda está em fase de consulta pública e depende de etapas legais para se tornar definitiva. Flávio Bolsonaro defendeu que o presidente Lula deveria priorizar a relação comercial com os Estados Unidos, em vez de focar em aproximações que pudessem gerar atritos. "O Lula começa a ignorar a relação comercial para os Estados Unidos, para se rastejar e lamber as botas para a China, quando o presidente da república tem que sentar com os Estados Unidos, tem que sentar com China, tem que sentar com todo mundo pensando no que é melhor para o povo brasileiro", argumentou. Durante o evento, o senador também abordou outros temas, como a importância dos investimentos em infraestrutura para o crescimento econômico, citando avanços em rodovias, aeroportos e ferrovias durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ele ressaltou a necessidade de ampliar a fiscalização de concessões rodoviárias e melhorar a logística nacional para reduzir custos. Na esfera econômica, criticou o aumento dos juros e o desequilíbrio das contas públicas sob o governo Lula, alertando para os impactos em famílias e empresas. O agronegócio foi destacado como pilar econômico, com defesa de mais crédito, previsibilidade e apoio aos produtores. Flávio Bolsonaro criticou a reforma tributária, defendeu a redução da carga de impostos, especialmente sobre alimentos, e propôs ajuste fiscal com corte de gastos e diminuição de ministérios. A segurança no campo também foi mencionada, com defesa de maior rigor contra facções criminosas. Uma imagem mostra Flávio Bolsonaro segurando um cartaz com a frase "O pix é do Brasil e do Bolsonaro", durante visita à Central de Abastecimento (CEASA) em Contagem, em Minas Gerais. A reportagem original utilizou uma foto associada à notícia de Flávio Bolsonaro esperando que Trump recue da taxação de produtos brasileiros.

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