MODELO EL SALVADOR

Flávio Bolsonaro defende "modelo Bukele" para combate ao crime e construção de novos presídios

Flávio Bolsonaro em evento do Grupo Voto.
Flávio Bolsonaro em evento do Grupo Voto em São Paulo.

Pré-candidato à Presidência defende políticas mais rígidas contra criminosos, citando o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e a necessidade de mais presídios no Brasil.

O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta segunda-feira, 08/06/2026, a adoção de políticas mais rigorosas de combate à criminalidade no Brasil, inspiradas nas medidas implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Nuevas Ideas, direita). A declaração ocorreu durante o evento Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleições, promovido pelo Grupo Voto.

Flávio Bolsonaro argumentou que criminosos calculam o risco de punição antes de cometer delitos e que o endurecimento das leis, somado à construção de mais presídios, poderia dissuadir a ação criminosa. "Então a gente tem obrigação de tratar esses marginais violentos com uma legislação mais dura, sim", afirmou. Ele também relembrou sua iniciativa de solicitar aos Estados Unidos a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

O chamado “modelo Bukele” tem sido apresentado por seus apoiadores como uma estratégia eficaz na redução da criminalidade em El Salvador, com dados oficiais indicando uma queda de 97% nos homicídios desde a posse de Bukele em 2019. Críticos, no entanto, alertam que essa redução pode ter sido alcançada com restrições a direitos fundamentais e ao Estado de Direito.

Um dos ícones dessa política é o Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo), inaugurado em 2023, que se tornou símbolo da repressão a grupos criminosos no país.

Flávio Bolsonaro enfatizou que a falta de certeza quanto à punição incentiva a prática de crimes, como o roubo de celulares. Ele defendeu que a aplicação de penas mais severas e a construção de novas unidades prisionais são essenciais para alterar essa percepção e reduzir a criminalidade. "Qual é a conta que eles fazem? ‘Se eu roubar o celular aqui, qual o risco de eu ser preso? Nenhum. Se eu for preso, o que acontece comigo? Vou para audiência de custódia e sou liberado. Vou roubar’. Mas para isso a gente precisa de construir, sim, mais presídios", pontuou.

O evento Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleições, promovido pelo Grupo Voto, reuniu lideranças femininas para discutir o futuro do país. Participaram nomes como Laura Regenin e Karim Miskulin (Grupo Voto), Raquel Reis (CEO da SulAmérica) e Misa Antonini (G4 Educação). A deputada federal Rosana Valle (PL-SP), a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, e Fernanda Bolsonaro também estiveram presentes.

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