RECOMPOSIÇÃO DO GOVERNO

Fátima Bezerra nomeia Alexandre Lima para a Seplan e ajusta chapa da Federação Brasil da Esperança

Governadora Fátima Bezerra em agenda oficial no Rio Grande do Norte.
Governadora Fátima Bezerra promove mudanças estratégicas na gestão estadual e na composição da Federação Brasil da Esperança.

A nomeação de Alexandre Lima para a Secretaria Estadual do Planejamento encerra impasse na nominata eleitoral do PT, PV e PCdoB para 2026.

A governadora Fátima Bezerra determinou uma reforma administrativa estratégica ao reconduzir o economista Alexandre Lima ao primeiro escalão do Governo do Rio Grande do Norte. A nomeação, oficializada nesta sexta-feira, 10/07/2026, visa fortalecer o planejamento das ações estaduais e resolve um impasse crítico na composição da chapa da Federação Brasil da Esperança para o pleito de 2026.

Alexandre Lima assume a Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan) no lugar de Virgínia Ferreira, que passará a dedicar-se exclusivamente à chefia do Gabinete Civil. Com essa decisão, o economista retira seu nome da corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados, movimento que impacta diretamente a estrutura partidária da base governista.

A saída de Alexandre Lima da disputa proporcional atende a uma necessidade técnica: a Federação Brasil da Esperança — composta por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — precisava reduzir o número de pré-candidatos para respeitar o limite de vagas disponíveis e as exigências da cota de gênero. Antes da definição, o grupo contava com dez nomes para nove posições.

Ao permanecer no Poder Executivo, Alexandre Lima abre caminho para que a vereadora Brisa Bracchi consolide sua pré-candidatura pela corrente Democracia Socialista. A medida evita o desgaste de uma disputa interna e preserva as demais pré-candidaturas já estabelecidas por Fernando Mineiro, Marleide Cunha, Natália Bonavides, Odon Júnior, Doutor Bernardo, Thabatta Pimenta e Silvério Filho.

A reestruturação administrativa também marca a descompressão das funções exercidas por Virgínia Ferreira, que acumulava a Seplan e o Gabinete Civil desde a saída de Raimundo Alves Júnior, ocorrida em 30 de junho de 2026. A separação dos cargos visa otimizar a eficiência da gestão estadual na reta final de importantes projetos de desenvolvimento rural e planejamento estratégico para o Rio Grande do Norte.

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