AMÉRICA PENALIZA

EUA ampliam taxação e incluem Brasil entre alvos por trabalho forçado

Navios cargueiros em um porto com o texto "Tarifa" sobreposto.
Representação simbólica de navios cargueiros simbolizando o comércio internacional e a ameaça de novas tarifas.

Nova rodada de sobretaxas atinge 59 países e União Europeia. Brasil pode ter tarifa de 12,5% em produtos sob alegação de falha em proibir importação de bens feitos com trabalho escravo. Medida é vista como "absurda" por autoridades brasileiras, que avaliam reciprocidade.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 04/06/2026, uma nova rodada de sobretaxas sobre produtos de 59 países, incluindo o Brasil, e a União Europeia. A justificativa oficial é a falha dessas nações em "impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado". As tarifas impostas variam entre 10% e 12,5%, sendo que o Brasil, assim como China, Índia, Japão e Rússia, entre outros, estaria sujeito a esta última alíquota. A decisão impacta a dignidade do trabalho brasileiro e pode gerar um cenário de retaliação econômica internacional.

Para a administração norte-americana, esses países não têm impedido a entrada de produtos manufaturados com mão de obra análoga à escravidão. No caso específico do Brasil, há indícios, segundo os EUA, da existência de trabalho forçado no setor de carne bovina. Em resposta, o governo brasileiro classificou a conclusão como "absurda" e "lamentável", indicando que estuda a aplicação do mecanismo de reciprocidade, o que poderia afetar futuras relações comerciais.

A decisão dos EUA ocorre um dia após a proposta de imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de práticas comerciais ilegais, demonstrando uma escalada nas tensões comerciais com o país sul-americano.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário