CIÊNCIA E RECUPERAÇÃO

Estudo revela como o exercício físico reverte danos imunológicos do câncer

Ana Carolina Godói praticando exercícios após tratamento contra o câncer.
Ana Carolina Godói, sobrevivente que utiliza a atividade física na sua recuperação.

Pesquisa publicada na revista Cancers mostra que o treino de força ajuda a restaurar o sistema de defesa do organismo após tratamentos oncológicos agressivos.

A prática de exercícios físicos atua como uma ferramenta fundamental na recuperação de pacientes que enfrentam tratamentos oncológicos, oferecendo benefícios que transcendem o bem-estar físico. A decisão de adotar a atividade física como parte da rotina de reabilitação, confirmada por novas evidências científicas divulgadas em 11 de julho de 2026, demonstra um impacto direto na imunidade e na qualidade de vida dos sobreviventes.

Ana Carolina Godói, diagnosticada aos 32 anos com um tipo agressivo de câncer de mama, encontrou na musculação e na corrida o suporte necessário para superar as sequelas da quimioterapia e radioterapia. O que antes era uma recomendação clínica baseada na intuição médica ganhou, neste sábado, 11/07/2026, fundamentos moleculares que explicam a eficácia desse hábito na regeneração do sistema imunológico.

O estudo, conduzido por especialistas da Oregon Health & Science University e da University of Minnesota, nos Estados Unidos, acompanhou sobreviventes da doença e observou uma mudança drástica no perfil sanguíneo após dez semanas de treino supervisionado. A inflamação crônica, comum em pacientes pós-tratamento, diminuiu, e a capacidade de renovação das células de defesa aumentou, aproximando o perfil imunológico dos sobreviventes ao de pessoas que não enfrentaram a enfermidade.

Segundo Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, os resultados reforçam a necessidade de encarar o exercício como uma prescrição médica essencial. Embora o estudo tenha limitações de escala, ele oferece um caminho promissor para reverter a imunossenescência — o envelhecimento precoce do sistema imune decorrente de terapias intensas. Para pacientes como Ana Carolina, a prática constante provou ser determinante para a remissão completa e para a manutenção de uma vida ativa e saudável uma década após o diagnóstico inicial.

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