DIREITO À MORADIA
Estudantes ocupam Casa da Estudante Nísia Floresta em Natal por reabertura
Manifestantes protestam contra o abandono de imóvel reformado com R$ 400 mil que poderia abrigar 72 jovens em Natal.
Um grupo de estudantes e trabalhadores ocupa, desde o dia 11 de julho de 2026, a Casa da Estudante Nísia Floresta, localizada na Cidade Alta, em Natal, com o objetivo de exigir a reabertura imediata da unidade para habitação acadêmica. A decisão pelo protesto foi tomada coletivamente por movimentos sociais para denunciar o abandono de um patrimônio público que permanece inoperante apesar de ter recebido investimentos de R$ 400 mil em reformas.
A ocupação, que envolve integrantes do Movimento Correnteza, Movimento Rebele-se, Movimento de Mulheres Olga Benário e a Corrente Revolucionária vinculada à UERN, expõe o impacto direto do fechamento na vida de jovens vindas do interior do estado. Com capacidade para acolher 72 estudantes, a estrutura é fundamental para garantir a permanência de alunas que enfrentam dificuldades financeiras e dependem de moradia pública para seguir seus estudos.
Localizado na Rua Largo Junqueira Aires, o imóvel encontra-se apto para uso, mas segue sem funcionalidade. Os manifestantes enfatizam que a ausência de uma política efetiva de assistência estudantil aumenta a vulnerabilidade social dessas estudantes. O grupo declarou que pretende manter a ocupação até que o Governo do Estado e a UFRN apresentem um cronograma concreto para a reabertura do espaço.
Até o momento, a medida é um protesto por tempo indeterminado, aguardando manifestação oficial das autoridades citadas. O Governo do Estado e a UFRN ainda não emitiram posicionamento sobre as demandas apresentadas pelo movimento até o dia 11 de julho de 2026.
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